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Bolsonaro diz que Doria e Huck aproveitaram "teta" em compra de aviões financiada pelo BNDES

29/08/2019 20h43

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro aproveitou sua transmissão semanal ao vivo em uma rede social para atacar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o apresentador Luciano Huck pela compra de aviões com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, afirmando que eles se aproveitaram de uma "teta" existente em governos petistas.

Bolsonaro e Doria já foram aliados próximos, com troca de elogios. Já em relação a Huck, ele tem rebatido afirmação recente do apresentador de que Bolsonaro não é o primeiro capítulo da renovação política, mas sim o último capítulo do que deu errado.

Doria e Huck são apontados como possíveis candidatos à Presidência na eleição de 2022 e Bolsonaro já indicou que pretende buscar a reeleição.

"Olha a caixa-preta do BNDES aparecendo aí. Já apareceu aquela galerinha da compra de aviões com 3%, 3,5% (de juros) ao ano. Que teta, ein? Que é isso, Luciano Huck? Que teta, ein? Eu sou o último capítulo do caos? Não foi ilegal a compra, reconheço, mas poxa, só para peixe", ironizou o presidente, aos risos, durante a transmissão.

"João Doria também comprou. João Doria. Comprou também, Doria? Comprou também. Explica isso aí. Só peixe, amigão do Lula, da Dilma. E depois posa de, eu vejo o Doria falando 'a minha bandeira jamais será vermelha'. É brincadeira, né? É brincadeira. Quando ele estava mamando ali, a bandeira era vermelha com o foiçaço e o martelo ali, sem problema algum, né?", disparou.

Em resposta à declaração do presidente, a assessoria de Doria afirmou, em nota, que não houve nada de errado na compra da aeronave. "A Embraer vendeu mais de 135 jatos executivos e comerciais para empresas brasileiras e estrangeiras com financiamento do BNDES, gerando empregos e impostos para o Brasil. Nada de errado nisto".

Luciano Huck também rebateu a afirmação de Bolsonaro. "A empresa Brisair, da qual sou sócio, comprou um avião produzido pela Embraer. Para tanto, fizemos um empréstimo transparente, pago até o fim, sem atraso. Tudo como manda a lei", afirmou, em nota. "A compra e o financiamento da aeronave foram feitos por meio de um contrato absolutamente legal, sem vício, vantagem ou privilégio. Nada além disso".

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)