PUBLICIDADE
IPCA
0,64 Set.2020
Topo

Exportações e importações da China caem mais em setembro com entrada em vigor de tarifas

14/10/2019 07h31

Por Yawen Chen e Gabriel Crossley

PEQUIM (Reuters) - A queda nas exportações da China se intensificou em setembro enquanto as importações contraíram pelo quinto mês seguido, indicando mais fraqueza na economia e destacando a necessidade de mais estímulo em meio à guerra comercial com os Estados Unidos.

Analistas dizem que pode levar tempo para que as exportações chinesas se recuperem em meio à desaceleração do crescimento global, apesar de sinais de um alívio nas tensões comerciais entre os dois países.

As exportações em setembro caíram 3,2% sobre o ano anterior, maior queda desde fevereiro, mostraram dados da alfândega nesta segunda-feira. Analistas esperavam recuo de 3% em pesquisa da Reuters, após declínio de 1% em agosto.

"Os números sugerem que a demanda global diminuiu no mês passado, somando-se à pressão das tarifas dos EUA que entraram em vigor em setembro", disseram analistas da Capital Economics.

Economistas também atribuíram o dado ao fim do chamado efeito "embarque antecipado". Algumas empresas chinesas correram para embarcar produtos aos EUA antes do prazo de setembro, sustentando as leituras de exportação de julho e agosto.

As importações totais em setembro caíram 8,5% após queda de 5,6% em agosto, menor nível desde maio e contra expectativa de recuo de 5,2%.

Apesar de mais de um ano de medidas para impulsionar o crescimento, a demanda doméstica da China permanece fraca conforme incertezas econômicas pesam sobre a confiança empresarial e de consumidores, desencorajando novos investimentos.

A China informou um superávit comercial de 39,65 bilhões de dólares no mês passado, contra excedente de 34,84 bilhões em agosto. A projeção de analistas era de superávit de 33,3 bilhões.

O superávit comercial da China com os Estados Unidos ficou em 25,88 bilhões de dólares em setembro, de 26,96 bilhões em agosto.

As exportações chinesas aos EUA caíram 10,7% entre janeiro e setembro sobre o ano anterior em dólares, enquanto as importações dos EUA recuaram 26,4% no período, mostraram os dados da alfândega.