PUBLICIDADE
IPCA
0,64 Set.2020
Topo

Com carteira do Fed de pano de fundo, mercados focam em decisão sobre juros

30/10/2019 07h35

Por Jonnelle Marte

(Reuters) - Quando as autoridades do Federal Reserve concluírem sua reunião de política monetária nesta quarta-feira, podem ter finalmente obtido sucesso em separar as ações que adotam no gerenciamento da carteira do banco central norte-americano das decisões sobre a taxa de juros.

Esse seria um forte contraste em relação a um ano atrás, quando as declarações do chair do Fed, Jerome Powell, de que a redução do balanço estava no "piloto automático" deu aos investidores a impressão de que o Fed estava em uma trajetória severa de aperto da política monetária, sem flexibilidade para lidar com as preocupações sobre a liquidez do mercado ou desaceleração do crescimento global.

Desde então, o Fed mudou o curso, tanto na política monetária quando em sua mensagem.

O banco central passou de elevações dos juros para redução. As autoridades passaram do corte da carteira em 50 bilhões de dólares por mês, o que foi visto como uma ação para apertar a política monetária, a um aumento de 60 bilhões de dólares por mês.

E fizeram isso com uma forte mensagem de que as compras de notas de curto prazo não pretendiam "ter qualquer efeito significativo" sobre a economia. A carteira está agora em quase 4 trilhões de dólares.

Investidores que aguardam os comentários do Fed nesta quarta-feira estão agora livres para focar no que normalmernte é a principal atração da reunião de política monetária: a direção da taxa de juros.

A expectativa é de que o comitê de política monetária do Fed anuncie corte de 0,25 ponto percentual na taxa de empréstimo ao informar sua decisão às 15h (horário de Brasília). Powell dará entrevista à imprensa na sequência.

O corte será o terceiro neste ano, levando a taxa de juros para a faixa entre 1,50% a 1,75%. Os investidores estarão também atentos a pistas sobre se as autoridades acreditam que agiram de forma apropriada para lidar com os potenciais obstáculos à economia dos EUA ou se mais afrouxamento é necessário.