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Ibovespa mostra fraqueza antes de feriado; Itaú pesa

19/11/2019 12h11

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa mostrava fraqueza nesta terça-feira, em meio a posições mais conservadoras antes do feriado na capital paulista, com o declínio de mais de 1% das preferenciais do Itaú Unibanco contrabalançando valorização similar de Vale.

Às 12:08, o Ibovespa caía 0,29 %, a 105.958,15 pontos. O volume financeiro somava 3,3 bilhões de reais.

Para o gestor de portfólio Guilherme Foureaux, sócio na Paineiras Investimentos, o mercado abriu em linha com o cenário externo melhor, onde emergentes têm um dia positivo, sendo também ajudado como pelo dólar mais comportado ante o real.

Ele ressaltou, contudo, que não vê "grandes movimentos relevantes no dia de hoje", atribuindo os ganhos no começo do pregão a uma correção da piora de segunda-feira do que algo relevante para a sessão desta terça-feira.

Na véspera, após subir 0,9% no melhor momento, o Ibovespa fechou em queda de 0,27%. Na máxima desta terça-feira, mais cedo, o Ibovespa subiu 0,6%.

Operadores citaram alguma cautela nos negócios em razão do feriado na cidade de São Paulo na quarta-feira, quando a bolsa estará fechada, mas Wall Street funciona, em meio a noticiário ainda volátil sobre as negociações China-EUA.

Em Wall Street, o S&P 500 oscilava ao redor da estabilidade.

De acordo com análise técnica da equipe do Itaú BBA, o Ibovespa testou na véspera a resistência inicial em 107 mil pontos e não conseguiu se manter acima, conforme nota a clientes nesta terça-feira.

"Se voltar a subir e superar essa região, o índice poderá estender o movimento de recuperação em direção às resistências em 108.400, 109.000 e 109.700 pontos. Do lado da baixa, ... encontrará suportes em 105.200, 104.500 e 103.400 pontos."

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN caía 1,38%, pesando negativamente e respondendo pelo pior desempenho entre bancos no Ibovespa. BRADESCO PN recuava 0,27%.

- PETROBRAS PN tinha decréscimo de 0,1%, sucumbindo ao declínio dos preços do petróleo no exterior, enquanto PETROBRAS ON perdia 0,5%. A petrolífera aumentou em 2,8% o preço médio da gasolina em suas refinarias a partir desta terça-feira, após ter ficado mais de 50 dias sem alterar o valor do combustível para as distribuidoras. Também promoveu aumento de 1,2% no diesel.

- MAGAZINE LUIZA ON cedia 1,58%, após subir nos dois pregões anteriores. O Goldman Sachs iniciou a cobertura da ação com recomendação de compra e preço-alvo de 55 reais, conforme relatório nesta terça-feira, avaliando que a empresa está se transformando com sucesso em uma varejista omnichannel com uma presença considerável de comércio eletrônico em várias subcategorias.

- VALE ON valorizava-se 1,18%, favorecida pela alta dos preços futuros do minério de ferro na China. Analistas também adotaram tons relativamente positivos em relatórios a clientes após encontro com o presidente-executivo da mineradora. "Continuamos confiantes de que a Vale está no caminho certo para recuperar a confiança da sociedade e dos investidores", citaram Thiago Lofiego e Isabella Vasconcelos, do Bradesco BBI.

- CSN ON tinha elevação de 2,01%, acompanhando também o movimento mais positivo para papéis de mineração e siderurgia na Europa. USIMINAS PNA ganhava 0,13% e GERDAU PN caía 0,72%.

- MARFRIG ON subia 2,45%, dando continuidade os ganhos da véspera, após anunciar aumento na participação na National Beef. Em nota a clientes, a Brasil Plural destacou que o pagamento de dividendos polpudos pela National Beef é o principal benefício que a Marfrig terá com a aquisição da participação que pertencia à firma de investimentos Jefferies no frigorífico norte-americano.

- JBS ON tinha elevação de 1,16%, tendo de pano de fundo anúncio de que a BNDESPar comunicou a companhia intenção de potencial oferta secundária de ações com esforços restritos, bem como contratou bancos para assessorar a potencial transação. Também o JPMorgan ajustou estimativas para a companhia e elevou o preço-alvo do papel para 34 reais, enquanto reiterou recomendação 'overweight.

- BRF ON subia 1,62% e MINERVA ON, que não está no Ibovespa, avançava 0,83%.

- BRASKEM PNA recuava 0,98%, ampliando perdas dos últimos dois pregões. Além do imbróglio envolvendo instalações da petroquímica em Alagoas, a Braskem reduziu na véspera sua estimativa para a demanda brasileira de resinas de crescimento de 4% a 4,5% em 2019 para 2% diante. O analista Bruno Montanari, do Morgan Stanley, reiterou recomendação 'underweight'.

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