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Setor de serviços tem pior novembro em 3 anos, mas deve ter 2019 positivo

Getty Images
Imagem: Getty Images

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

14/01/2020 09h06Atualizada em 14/01/2020 10h52

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 14 Jan (Reuters) - O setor de serviços do Brasil interrompeu dois meses de ganhos e registrou o pior resultado para novembro em três anos, pressionado principalmente pelos transportes, mas ainda caminha para terminar o ano no azul.

O volume de serviços recuou 0,1% em novembro sobre o mês anterior, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados hoje.

Essa foi a leitura mais fraca para o mês desde 2016, quando novembro apresentou perda de 0,3%, e a primeira queda no ano desde agosto.

Em relação ao mesmo mês de 2018, houve alta de 1,8%, terceira taxa positiva. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de queda de 0,2% na base mensal e alta de 1,8% na anual.

Apesar das perdas em novembro, o setor de serviços caminha para fechar 2019 no azul, após estabilidade em 2018 e três anos de queda, mostrando recuperação em meio a uma inflação fraca no país e retomada da atividade econômica —nos 11 primeiros meses de 2019, os ganhos acumulados são de 0,9% no volume.

"O setor de serviços vai fechar no positivo em 2019, e isso não acontecia desde 2014. 2019 foi um ano melhor para os serviços, mas ainda há uma longa perda para recuperar daqui para frente e isso tem a ver com ambiente econômico", disse o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Entre as cinco atividades pesquisadas, três tiveram resultados negativos em novembro, com destaque para o recuo de 0,7% do setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio.

Esse setor foi pressionado pelos segmentos de transporte terrestre (-1,6%), de armazenagem e serviços auxiliares aos transportes (-1,1%) e de transporte aéreo (-3,3%).

Os outros dois em campo negativo foram os serviços prestados às famílias (-1,5%) e os serviços de informação e comunicação (-0,4%).

Na outra ponta, outros serviços tiveram o maior ganho no mês, de 1,7%, enquanto o volume de serviços profissionais, administrativos e complementares subiu 0,1%.

"Os serviços não estão mudando trajetória de ascensão, o que houve foi apenas uma acomodação, um ajuste de um setor que vem com ganhos no segundo semestre e numa trajetória positiva", completou Lobo, explicando que no segundo semestre o ganho acumulado no setor é de 2,9%, o que compensa a queda de 1,8% do primeiro semestre.

(Edição de Pedro Fonseca)

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