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Fechamentos de campos petrolíferos ofuscam cúpula de paz da Líbia em Berlim

19/01/2020 13h01

Por Vladimir Soldatkin e Ulf Laessing

BERLIM (Reuters) - O comandante do leste da Líbia, Khalifa Haftar, lançou incertezas sobre uma cúpula internacional de paz sobre a Líbia em Berlim neste domingo, quando grupos sob seu controle interromperam a produção nos principais campos de petróleo do país.

Haftar, cujas forças estão atacando a capital Trípoli com apoio de Egito, Emirados Árabes Unidos, mercenários russos e tropas africanas, participou da cúpula de um dia, apesar de ter abandonado as negociações na semana passada.

A Turquia enviou soldados para Trípoli para ajudar um governo reconhecido internacionalmente a resistir ao ataque de Haftar. Até 2.000 combatentes turcos da guerra civil da Síria também se juntaram à batalha, disse uma autoridade da ONU no sábado.

Haftar saiu da cúpula turco-russa há uma semana e intensificou o conflito na sexta-feira, quando os portos petrolíferos do leste foram fechados. A Corporação Nacional de Petróleo (NOC, na sigla em inglês) disse que o desligamento foi diretamente ordenado pelas forças de Haftar e reduziria a produção de petróleo em 800.000 barris por dia.

No domingo, quando líderes internacionais se reuniam na capital alemã, o NOC informou que os principais campos do sudoeste de El Sharara e El Feel também estavam fechando depois que forças leais a Haftar fecharam um oleoduto.

O fechamento duradouro afetaria Trípoli com força, já que as receitas do petróleo passam pela capital.

"Pedimos a todas as partes envolvidas que redobrem seus esforços para uma suspensão sustentada das hostilidades, redução de escalada e um cessar-fogo permanente", disse um esboço de um comunicado a ser discutido na cúpula, analisado previamente pela Reuters.

    A Líbia não tem autoridade central estável desde que o ditador Muammar Gaddafi foi derrubado pelos rebeldes apoiados pela Otan em 2011. Por mais de cinco anos, teve dois governos rivais no leste e no oeste, com ruas controladas por grupos armados.

(Por Ulf laessing, Humeyra Pamuk, Andreas Rinke, Daren Butler e Michael Nienaber; reportagem adicional de James Mackenzie e Aidan Lewis)

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