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Moral do consumidor aumenta inesperadamente na Alemanha, França e Itália

29/01/2020 08h21

Por Michael Nienaber e Leigh Thomas

BERLIM/PARIS (Reuters) - O sentimento dos consumidores na Alemanha, França e Itália subiu inesperadamente no início do ano, mostraram dados desta quarta-feira, sugerindo que os compradores estão prontos para abrir suas carteiras e apoiar o crescimento nas três maiores economias da zona do euro.

Os números surpreendentemente sólidos provavelmente agradarão a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, que pediu ao bloco de moeda única que crie mais do seu crescimento econômico em casa, para suportar obstáculos vindos do exterior.

Na Alemanha, a maior economia da Europa, o instituto GfK disse que seu indicador de sentimento do consumidor, com base em uma pesquisa com cerca de 2 mil alemães, subiu para 9,9 pontos para fevereiro, ante 9,7 no mês anterior. O resultado foi acima da previsão em uma pesquisa da Reuters de uma leitura de 9,6.

O pesquisador do GfK Rolf Buerkl disse que o acordo parcial alcançado na disputa comercial entre os Estados Unidos e a China é bom para o sentimento na Alemanha, que, como nação exportadora, permanece altamente dependente da livre troca de mercadorias.

Uma maior propensão a comprar, emprego estável e expectativas de renda otimistas também ajudaram a promover o clima melhor entre os consumidores alemães, disse o GfK.

Para 2020 como um todo, o GfK espera que os gastos do consumidor privado na Alemanha cresçam 1% em termos reais, ajudados pelo emprego recorde, altos aumentos de salários e baixas taxas de juros.

Na França, a segunda maior economia da zona do euro, a confiança do consumidor aumentou inesperadamente em janeiro, apesar dos grandes protestos contra a reforma previdenciária que conquistaram as manchetes e causaram o caos nos transportes durante grande parte do mês.

A agência oficial de estatísticas francesa INSEE disse que seu índice mensal de confiança do consumidor subiu para 104, ante 102 em dezembro.

Na Itália, a confiança do consumidor este mês aumentou para 111,8, de 110,8 em dezembro, acima da expectativa de 110,5 registrada em pesquisa da Reuters.