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Taesa pode aproveitar crise do coronavírus para aquisições, diz diretor

15/05/2020 19h18

SÃO PAULO (Reuters) - A transmissora de energia elétrica Taesa acredita que os fortes impactos da crise de coronavírus sobre os mercados de energia e financeiro podem abrir oportunidades para compras de ativos, disse nesta sexta-feira o diretor financeiro da empresa, Fábio Antunes Fernandes.

"A gente entende que a companhia está preparada para continuar participando de processos de aquisição, via ´greenfield´ (novos projetos) ou ´brownfield´, considerando que estamos em uma posição favorável, tanto em relação a caixa, bem como por nosso posicionamento no setor", disse ele, ao responder pergunta de um analista em teleconferência com investidores.

"Entendemos que diante dessa crise possam surgir efetivamente boas oportunidades e nós estaremos sempre analisando e avaliando cada oportunidade dessas, sempre respeitando nossos pilares de crescimento sustentável e disciplina financeira", acrescentou.

O executivo também afirmou, em resposta à pergunta de uma analista, que a Taesa não sofreu até o momento nenhum impacto direto por conta da pandemia e por isso não alterou em nada sua política de dividendos.

"Vamos continuar acompanhando de perto esses impactos dessa crise. E a partir de abril, dos próximos trimestres, a companhia avaliará periodicamente... diante das situações novas que se apresentem, se poderá ou não manter esse nível de ´payout´", afirmou.

O presidente interino da Taesa, Marco Faria, ainda disse que a estratégia da empresa não mudará mesmo após o anúncio na véspera sobre a saída do até então CEO, Raul Lycurgo Leite, e do diretor financeiro, Marcus Aucélio.

"A estratégia da companhia não muda... nossa estratégia é crescer, sempre gerando o máximo de valor para nossos acionistas", afirmou Faria.

Antes de assumir a presidência nesta semana, Faria atuava como Diretor Técnico da Taesa desde a fundação da empresa, em 2009.

A Taesa registrou lucro líquido de 364,2 milhões de reais no primeiro trimestre de 2020, avanço de 128,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado na quinta-feira.

(Por Luciano Costa)

Economia