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Ibovespa avança puxado por bancos e Petrobras e mira 83 mil pontos

21/05/2020 11h29

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa firmava-se em alta nesta quinta-feira, pelo segundo pregão seguido, com as ações de bancos e da Petrobras entre os principais suportes nesta sessão, embora em um ambiente ainda volátil determinado pelo Covid-19, com a queda do dólar ante o real pressionando os papéis de exportadoras.

Além de questões atreladas à pandemia, tensões comerciais também estão no radar no exterior, enquanto, no Brasil, o cenário político-econômico também ocupa o holofote.

Às 11:03, o Ibovespa subia 1,69 %, a 82.694,27 pontos. Na máxima até o momento, chegou a 82.787,70 pontos. O volume financeiro era de 4,5 bilhões de reais.

O Goldman Sachs apontou que a América Latina oferece o maior valor entre ações de mercados emergentes, com a bolsa paulista provavelmente a melhor candidata a uma recuperação, conforme relatório a clientes no final da quarta-feira.

"As ações brasileiras em dólares têm sido o ativo com o pior desempenho em meio ao 'sell-off' de mercados emergentes, e recomendamos a investidores que comprem Bovespa", afirmaram os estrategistas, citando entre os fatores espaço de recuperação no mercado brasileiro com a melhora do risco global e relacionamento historicamente próximo com preços de commodities.

No exterior, Wall Street não tinha um viés único, conforme tensões comerciais entre Estados Unidos e China e resultados divergentes de varejistas traziam receios sobre o ritmo de recuperação das economias afetadas pelo coronavírus.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira, em reunião com governadores, sanção ao projeto de auxílio de 60 bilhões de reais a Estados e municípios.

Durante a reunião, da qual também participaram os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente pediu apoio aos governadores ao veto referente ao aumento para servidores públicos.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN avançavam 3,47% e 4,13%, respectivamente, puxando a alta do Ibovespa. BANCO DO BRASIL ON tinha alta de 4,68%.

- PETROBRAS PN ganhava 2,02%, tendo de pano de fundo a alta dos preços do petróleo no exterior. O BTG Pactual também afirmou que os ADRs da petrolífera ainda oferecem um bom ponto de entrada e reiteraram recomendação 'compra', com preço-alvo de 10 dólares para os ADRs e de 28 reais para as preferenciais negociadas na bolsa paulista.

- CYRELA ON ganhava 7,07%, em sessão positiva para o setor como um todo, com o índice do segmento na bolsa em alta de 4,16%. Ações de incorporadoras tendem a se beneficiar de um cenário de juros menores, uma vez que tal movimento amplia a diferença entre a taxa de retorno e o custo da divida. No mesmo contexto, BRMALLS ON subia 6,86%.

- AZUL PN e GOL PN subiam 5,94% e 4,73%, respectivamente, diante das expectativas mais positivas de reabertura das economias. Ambas as companhias áreas anunciaram aumento de voos para o mês de junho. A forte queda do dólar ante o real era mais um componente benigno.

- SUZANO ON perdia 3,01%, com papéis de exportadoras entre os destaques negativos na esteira da queda do dólar ante o real. No setor de papel e celulose, KLABIN UNIT recuava 1,66%. Entre as companhias de proteínas, MARFRIG ON cedia 2,37%, MINERVA ON caía 2,43% e JBS ON mostrava declínio de 2,76%.

- VALE ON cedia 0,99%, mesmo com os futuros do minério de ferro fechando acima dos 100 dólares por tonelada nesta quinta-feira, com preocupações sobre um aperto na oferta do Brasil, onde a epidemia de coronavírus se agrava, compensando perspectivas fracas para a demanda global por aço.

- IRB BRASIL RE ON caía 1,45%, após forte valorização na véspera e tendo de pano de fundo comunicado da Lazard Asset Management à resseguradora de que alienou ações da companhia em nome de seus clientes, reduzindo a participação para aproximadamente, 3,78% do total de ações do IRB.

Economia