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Warner Music movimenta US$ 1,9 bilhão em maior IPO dos EUA em 2020

7.fev.2019 - Len Blavatnik durante evento da Warner Music - Matt Winkelmeyer/Getty Images para Warner Music
7.fev.2019 - Len Blavatnik durante evento da Warner Music Imagem: Matt Winkelmeyer/Getty Images para Warner Music

03/06/2020 12h02Atualizada em 03/06/2020 16h22

A Warner Music, terceira maior gravadora do mundo, disse hoje que movimentou US$ 1,93 bilhão no que foi a maior abertura de capital norte-americana de 2020 até agora, com a venda de mais ações do que o planejado.

A Warner, que abriga lendas da música, como Pink Floyd, Prince e David Bowie, planejava precificar seu IPO ontem, mas adiou por um dia por causa do #BlackOutTuesday, um evento em redes sociais para mostrar apoio à justiça racial.

A empresa aumentou a oferta para 77 milhões de ações classe A a US$ 25 por ação, avaliando-a em US$ 12,75 bilhões. Inicialmente, a empresa propôs oferecer 70 milhões de ações e estabeleceu uma meta de US$ 23 a US$ 26 dólares por ação para o IPO.

Toda a oferta é composta por investidores existentes que vendem ações.

A Warner teve um salto de 12% em sua receita de streaming de música gravada em abril, alimentada por novos lançamentos, incluindo o último álbum da artista ganhadora do Grammy Dua Lipa, "Future Nostalgia".

A indústria da música é vista como mais resiliente à fraqueza da economia em geral, embora a Warner Music tenha advertido que a pandemia afetou os fluxos de receita física e atrasou o lançamento de novos álbuns, filmes e programas de televisão.

A empresa, majoritariamente detida pela Access Industries do bilionário Len Blavatnik, registrou um prejuízo líquido de US$ 74 milhões no segundo trimestre fiscal, em comparação com um lucro de US$ 67 milhões no ano anterior. A Warner Music possui uma dívida total de US$ 2,98 bilhões.

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