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Justiça decide que Petrobras deve rebatizar campo de Lula, diz secretário

Funcionário em plataforma da Petrobras no Campo de Lula, litoral do Rio de Janeiro - Sergio Moraes
Funcionário em plataforma da Petrobras no Campo de Lula, litoral do Rio de Janeiro Imagem: Sergio Moraes

Por Luciano Costa

04/06/2020 08h35

Uma decisão judicial determinou que a Petrobras deverá rebatizar o campo de Lula, no pré-sal, atualmente o maior em produção no Brasil, disse o secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) considerou que o nome do campo gerava promoção pessoal para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou Mattar, em publicações no Twitter na noite de quarta-feira.

Não foi possível contatar o TRF-4 de imediato. A Petrobras também não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre as publicações do secretário na rede social.

A Petrobras atribuiu o nome de Lula ao campo, até então denominado Tupi, no final de 2010, perto do encerramento do governo do então presidente Lula.

De acordo com Mattar, que classificou como "acertada" a decisão do TRF-4, a determinação judicial é para que o campo retome o nome de Tupi.

O campo de Lula produziu 1,033 milhão de barris por dia de petróleo e 45,7 milhões de metros cúbicos de gás natural em abril, mantendo-se como maior produtor do Brasil, de acordo com números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A título de comparação, a produção em Lula já é maior que a oferta total da Venezuela, que ficou em torno de 796 mil barris por dia em 2019, segundo dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

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