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Minério de ferro dispara na China após Vale ter minas interditadas por coronavírus

08/06/2020 07h54

PEQUIM (Reuters) - Os futuros do minério de ferro na China dispararam nesta segunda-feira, marcando o maior ganho percentual indradiário desde julho de 2019, à medida que as preocupações com a oferta aumentaram após a brasileira Vale ter informado a interdição judicial de um complexo de minas devido a casos de coronavírus.

A decisão determinou na sexta-feira a interdição de minas da Vale em Itabira (MG) depois de dezenas de trabalhadores terem testado positivo para coronavírus, o que impactou mais de 10% da capacidade de produção de minério de ferro da companhia.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para setembro, chegou a saltar 7,6%, para 798 iuanes (112,74 dólares) por tonelada, maior ganho percentual desde 9 de julho de 2019. Ele fechou em alta de 5,5%, a 783 iuanes por tonelada.

A Vale disse que não será necessário revisar sua projeção de produção de minério de ferro neste ano, uma vez que a produção mensal esperada para os próximos meses do Complexo de Itabira é de 2,7 milhões de toneladas e o provisionamento de perdas associadas à pandemia em 2020 é de até 15 milhões de toneladas.

Mas, se o fechamento se prolongar, interrupções de oferta de minério de ferro poderiam ser maiores agora que no ano passado, quando a companhia enfrentou um desastre com o rompimento de uma barragem em Brumadinho (MG), disse Wu Shiping, analista da Tianfeng Futures.

"Nós também não estamos vendo nenhum sinal de fraqueza na demanda por enquanto, mesmo com a temporada de chuvas chegando", acrescentou.

No aço, o contrato mais ativo do vergalhão em Xangai, para outubro, encerrou em alta de 0,4%, a 3.616 iuanes por tonelada.

(Por Min Zhang e Tom Daly)

Economia