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Economia dos EUA começará a se recuperar no 2° semestre, diz Kaplan, do Fed

Teste positivo de coronavírus em frente à bandeira dos Estados Unidos (EUA) - Mehmet Emin Menguarslan / Anadolu Agency
Teste positivo de coronavírus em frente à bandeira dos Estados Unidos (EUA) Imagem: Mehmet Emin Menguarslan / Anadolu Agency

Por Jonnelle Marte

15/06/2020 14h39

A economia dos Estados Unidos experimentará uma "significativa e histórica" contração no segundo trimestre antes de começar a se recuperar, e o desemprego permanecerá elevado no final de 2020, disse nesta segunda-feira Robert Kaplan, presidente do Federal Reserve de Dallas.

Kaplan disse projetar que o PIB cairá a uma taxa anualizada entre 35% e 40% no segundo trimestre e que deve começar a se recuperar no segundo semestre.

Ele disse que a economia pode se recuperar mais rapidamente se os consumidores e as empresas adotarem precauções para limitar a disseminação do novo coronavírus.

"Se as pessoas usarem máscaras, se tivermos testes extensivos e rastreamento de contato, se empresas e nós, como indivíduos, seguirmos um bom procedimento, vamos crescer mais rápido", disse Kaplan durante uma discussão virtual organizada pelo Money Marketeers da Universidade de Nova York.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos pode ter atingido seu pico e deve cair durante o verão (no Hemisfério Norte), mas pode permanecer alta e perto de 8% ao final do ano, disse ele. Kaplan disse que espera que a inflação permaneça baixa nos próximos anos, apesar de alguns preços de alimentos estarem subindo.

As autoridades do Federal Reserve precisam continuar discutindo a possibilidade de usar o controle da curva de juros, no qual o banco central teria metas para os rendimentos em vencimentos específicos, disse Kaplan.

Os participantes do mercado de títulos estão cada vez mais convencidos de que uma das próximas medidas do Fed será limitar os rendimentos em um ponto específico da curva.

"Tenho certas preocupações sobre isso, mas não descartaria a opção", disse Kaplan, acrescentando que ele quer garantir que o Fed não crie "mais distorções" nos mercados financeiros.

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