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Vendas no varejo dos EUA registram alta recorde em maio

Número traz alívio diante do recorde negativo registrado em abril - AFP
Número traz alívio diante do recorde negativo registrado em abril Imagem: AFP

Dan Burns

16/06/2020 10h23

(Reuters) - As vendas no varejo nos Estados Unidos registraram alta recorde em maio já que 2,5 milhões de norte-americanos voltaram ao trabalho e as pessoas passaram a deixar o isolamento, embora o resultado recupere apenas uma fração da histórica queda em março e abril devido ao coronavírus.

O Departamento do Comércio informou nesta terça-feira que as vendas no varejo subiram 17,7% no mês passado, após queda recorde de 14,7% em abril.

O resultado superou o recorde anterior de aumento de 6,7% em outubro de 2001, quando os norte-americanos retomaram as compras após os ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA.

A expectativa era de salto de 8% das vendas no varejo no mês passado, de acordo com pesquisa da Reuters.

Embora certamente seja um salto chamativo, ele recupera apenas uma parte das perdas das vendas registradas nos dois meses anteriores, quando foram impostas ordens generalizadas de isolamento social a fim de impedir a propagação da Covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus. Além da queda recorde de abril, as vendas tombaram mais de 8% em março.

A economia dos EUA entrou em recessão em fevereiro, quando o surto de vírus provocou um fim abrupto à expansão recorde. Foram fechadas cerca de 22 milhões de vagas de trabalho em março e abril, mas elas subiram inesperadamente em maio em pouco mais de 2,5 milhões, apoiando a tese de que os gastos do consumidor talvez estejam se recuperando e que o pior da crise pode ter passado.

A recuperação foi ajudada por fortes vendas de automóveis, uma vez que a flexibilização da quarentena em todo o país permitiu que as concessionárias reabrissem. A taxa de vendas de maio subiu acima de 12 milhões de veículos por ano, depois de cair abaixo de 9 milhões em abril, segundo a Wards Intelligence.

O dado de "controle de varejo", que exclui vendas de materiais de construção, serviços de alimentação e de gasolina, além de deixar de lado as vendas relacionadas a automóveis, cresceu 11,0%, informou o relatório. Os economistas esperavam que o número, que acompanha de forma mais próxima o componente de gastos do consumidor no Produto Interno Bruto, registrasse um ganho de 4,7%.