PUBLICIDADE
IPCA
0,26 Jun.2020
Topo

Ibovespa firma-se em alta com Itaú e Petrobras, apesar de exterior volátil

18/06/2020 12h07

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista recuperava o fôlego e o Ibovespa passava a subir nesta quinta-feira, puxado principalmente por Itaú Unibanco e Petrobras, apesar do cenário frágil no exterior em meio a preocupações com o risco de uma nova onda de casos de Covid-19.

Às 11:42, o Ibovespa subia 1,34%, a 96.829,42 pontos, caminhando para a terceira alta seguida. Na mínima até o momento, caiu a 94.697,53 pontos. O volume financeiro somava 8,8 bilhões de reais.

Em Wall Street, o S&P 500 cedia 0,12%, com um aumento nas infecções pelo novo coronavírus nos EUA minando as apostas em uma rápida recuperação econômica, embora o Nasdaq oscilasse em terreno positivo.

A Elite Investimentos não descarta uma sessão volátil para a bolsa paulista, em razão de fatores externos como a elevação de caos de Covid-19 em alguns Estados norte-americanos e China, além de números preocupantes de auxílio-desemprego nos EUA.

Da cena local, ressaltou que as atenções estão voltadas para os desdobramentos da prisão de Fabricio Queiroz, ex-assessor de um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, além de números sobre o desempenho da economia em abril e corte da Selic.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN tinha elevação de 4,4%, melhor desempenho no setor de bancos do Ibovespa. Analistas do BTG Pactual chamaram a atenção para a forte valorização das ações da XP nas últimas semanas, lembrando da relevante fatia que o banco tem no grupo, além da opção de aumentar a mesma. Eles acrescentaram que muito tem se questionado se o Itaú não poderia vender ou distribuir as ações da XP para os acionistas, embora tal movimento possa desencadear um pagamento de imposto sobre ganho de capital de até 45%. Uma alternativa, na visão da equipe do BTG, seria fazer o spin-off do Itaú para seus acionistas, embora não seja certo que não haverá imposto sobre a transação. No setor, BRADESCO PN subia 0,5%.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiam 1,2% e 1,75%, respectivamente, apoiadas pela alta do petróleo no exterior após uma redução nos estoques de produtos de petróleo dos EUA que deu aos altistas munição antes de um encontro entre produtores da Opep e aliados para discutir a estratégia futura de produção. Além disso, a companhia está retomando os planos de venda de sua participação remanescente na BR Distribuidora, afirmaram à Reuters na véspera duas pessoas com conhecimento do assunto. Em comunicado, a empresa disse que vem estudando venda adicional de sua participação da BR, mas ainda não há deliberação sobre detalhes da operação.

- CIELO ON valorizava-se 7,3%, ainda embalada pela decisão do WhatsApp, do Facebook, de lançar um sistema de pagamento digital no Brasil em parceria com a empresa de cartões e outras instituições financeiras. Desde então, os papéis já contabilizam uma alta ao redor de 30%.

- CYRELA REALTY ON e MRV ON avançavam 6% e 3,8%, respectivamente, tendo de pano de fundo novo corte na taxa Selic, para 2,25% ao ano na véspera. Ações de incorporadoras tendem a se beneficiar de um cenário de juros menores, uma vez que tal movimento amplia a diferença entre a taxa de retorno e o custo da divida. No mesmo contexto, BRMALLS ON subia 3,3%.

- VALE ON tinha oscilação negativa de 0,1% com queda dos preços do minério de ferro na China, no contexto de suspensão da interdição do Complexo de Itabira. Nesta quinta-feira, a Vale também disse que iniciou manutenção planejada em sua mina de Voisey´s Bay, no Canadá, como primeiro passo para a retomada das operações em julho.

Economia