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Transações correntes têm 3º superávit seguido, BC projeta novo dado positivo em junho

24/06/2020 09h41

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O superávit em transações correntes do Brasil foi de 1,326 bilhão de dólares em maio, terceiro mês consecutivo no azul, com a pandemia de coronavírus novamente guiando uma redução dos déficits registrados nas contas primária e de serviços, informou o Banco Central nesta quarta-feira.

O resultado foi o maior para o período desde maio de 2017, quando houve superávit de 2,471 bilhões de dólares, mas ficou abaixo do superávit de 1,9 bilhão de dólares esperado por analistas em pesquisa da Reuters.

Já os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram 2,552 bilhões de dólares em maio, superando expectativa de 1,65 bilhão de dólares. Para junho, o BC previu um superávit em transações correntes de 2 bilhões de dólares e IDP de 3,5 bilhões de dólares. No mês até o dia 19, o fluxo cambial ficou negativo em 2,93 bilhões de dólares, divulgou a autoridade monetária.

DETALHAMENTO

O desempenho de maio foi obtido principalmente pelo recuo de 62% na conta de renda primária sobre igual mês do ano passado, a um déficit de 1,303 bilhão de dólares.

Dentro dessa rubrica, entram as remessas de lucros e dividendos, que somaram apenas 32 milhões de dólares em maio, frente a 2,431 bilhões de dólares um ano antes. Por sua vez, os gastos líquidos com juros cresceram 27,8% na mesma base de comparação, a 1,274 bilhão de dólares, afetados tanto pela redução das receitas quanto pela elevação das despesas.

Já o déficit na conta de serviços diminuiu 47,4% sobre maio de 2019, a 1,717 bilhão de dólares. Nesse caso, a maior contribuição veio das despesas líquidas com viagens ao exterior, que somaram 87 milhões de dólares, ante 1,053 bilhão de dólares um ano antes, num reflexo da diminuição do turismo em meio ao surto de Covid-19, além do dólar mais caro frente ao real.

O superávit da balança comercial caiu a 4,205 bilhões de dólares em maio, contra 5,017 bilhões de dólares no mesmo mês do ano passado.

Nos cinco primeiros meses do ano, houve déficit em transações correntes de 11,3 bilhões de dólares, um rombo 7 bilhões de dólares menor que o registrado no mesmo período de 2019.

Para 2020, o BC havia previsto um déficit em transações correntes de 41 bilhões de dólares, projeção que deverá ser atualizada nesta quinta-feira, no Relatório Trimestral de Inflação da autarquia.

Na pesquisa Focus mais recente, a expectativa dos economistas ouvidos pelo BC é de um rombo bem menor, de 13,95 bilhões de dólares.

Economia