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Demissões nos EUA permanecem altas com demanda fraca, apesar de reabertura de empresas

25/06/2020 09h43

WASHINGTON (Reuters) - A demanda fraca está forçando os empregadores dos Estados Unidos a demitir trabalhadores, mantendo o número de novos pedidos de auxílio-desemprego extraordinariamente alto mesmo com a reabertura das empresas, reforçando as visões de que o mercado de trabalho pode levar anos para se recuperar da pandemia de Covid-19.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 1,480 milhão em dado com ajuste sazonal para a semana encerrada em 20 de junho, ante 1,540 milhão na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

O relatório semanal de reivindicações de auxílio-desemprego, os dados mais oportunos sobre a saúde da economia, também mostrou que milhões continuam a receber cheques de auxílio mais de um mês depois que muitas empresas voltaram a operar após fechamentos em meados de março, em um esforço para retardar a propagação da doença respiratória.

As empresas estão contratando, mas outras estão cortando empregos quase no mesmo ritmo. A economia entrou em recessão em fevereiro.

"Algumas empresas tentaram manter sua força de trabalho, esperando para ver o que aconteceria quando as empresas reabrissem", disse Gus Faucher, economista-chefe do PNC Financial. "Mesmo quando a economia está acelerando, eles não estão vendo muita demanda e decidem que não precisam de tantos trabalhadores.”

Economistas consultados pela Reuters previam 1,3 milhão de pedidos de auxílio-desemprego na última semana. As reivindicações caíram de um recorde de 6,867 milhões no final de março, mas o ritmo de declínio diminuiu e eles somam o dobro do pico durante a Grande Recessão de 2007-09.

Do setor manufatureiro a transporte, varejo lazer e hotelaria, as empresas estão se reestruturando para se adaptar a um cenário amplamente alterado, levando a demissões e falências. Os governos estaduais e locais, cujos orçamentos foram apertados pela luta contra a Covid-19, também estão cortando empregos.

O aumento das infecções por coronavírus em muitas partes do país -- incluindo Califórnia, Texas e Flórida -- provavelmente prejudicará o emprego, pois algumas pessoas continuam longe de restaurantes e outros estabelecimentos voltados ao consumidor, mesmo que as empresas não voltem a fechar.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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