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Varejistas da Alemanha podem ter pior contração desde Segunda Guerra Mundial

A chanceler alemã, Angela Merkel, faz primeira aparição pública usando uma máscara no rosto, em Berlim (Alemanha) - Florian Gaertner/Photothek via Getty Images
A chanceler alemã, Angela Merkel, faz primeira aparição pública usando uma máscara no rosto, em Berlim (Alemanha) Imagem: Florian Gaertner/Photothek via Getty Images

Joseph Nasr e Reinhard Becker

Da Reuters, em Berlim

15/07/2020 08h58

BERLIM (Reuters) - Varejistas alemães que vendem produtos excluindo alimentos enfrentarão uma queda de cerca de 22% este ano se houver uma segunda onda de infecções por coronavírus, colocando o setor no caminho de sua pior contração desde a Segunda Guerra Mundial, disse nesta quarta-feira a associação HDE.

Incluindo alimentos, as vendas varejistas vão cair 4% na comparação anual, disse a HDE, destacando a divergência já que as lojas de alimentos permaneceram abertas durante mais de cinco semanas do lockdown adotado para conter o coronavírus.

A entidade varejista HDE disse que durante março, abril e maio os gastos por saída para compras em varejistas físicas caíram 10%, ao mesmo tempo em que subiram 20% online.

"A crise do coronavírus vai preocupar o setor varejista por anos à frente", disse o diretor-gerente do HDE, Stefan Genth. "Muitos consumidores mudaram seus hábitos de compra e os varejistas precisam se adaptar."

(Reportagem de Joseph Nasr e Reinhard Becker)