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Com aval de NY, Ibovespa recupera 104 mil pontos em começo de semana cheia

27/07/2020 12h07

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O tom positivo prevalecia na bolsa paulista nesta segunda-feira, endossado pelo viés em Wall Street em meio a expectativas sobre novos estímulos econômicos, com as ações da Hypera entre as maiores altas do Ibovespa após resultado trimestral.

Às 11:55, o Ibovespa subia 2,02 %, a 104.445,38 pontos. O volume financeiro era de 7,4 bilhões de reais.

A alta vem após o Ibovespa acumular a primeira perda semanal desde março na última sexta-feira, de 0,49%, e antecede uma agenda cheia de resultados corporativos no Brasil, entre eles o de Vale, Petrobras, Bradesco e Ambev.

A Guide Investimentos também chamou a atenção para o cronograma da comissão mista que deve calibrar expectativas sobre o progresso da reforma tributária em 2020, que teve sua primeira fase enviada ao Congresso na semana passada.

No exterior, a pauta dos Estados Unidos concentra a atenção nos próximos dias, incluindo reunião de política monetária do Federal Reserve e desempenho do PIB no segundo trimestre, além de balanços de empresas como Amazon, Facebook e Alphabet.

Também no radar está a possibilidade de o Congresso dos EUA aprovar estímulos para combater os efeitos econômicos da pandemia de coronavírus.

No domingo, um dia antes de republicanos do Senado apresentarem um projeto de 1 trilhão de dólares, o secretário do Tesouro dos EUA, Steve Mnuchin, disse acreditar que o partido pode trabalhar rapidamente com democratas para aprová-lo.

Em Wall Street, o S&P 500 subia 0,6%.

DESTAQUES

- HYPERA ON valorizava-se 6,42%, depois de divulgar crescimento de receita e lucro no segundo trimestre, apesar dos efeitos das medidas de isolamento social sobre a economia, que, entre outros fatores, foram embutidos em novas previsões da companhia para 2020. A farmacêutica também disse que contratou o banco BR Partners para avaliar alternativas que envolvam a alienação da marca Xantinon, que será de titularidade da companhia com a consumação da aquisição da Takeda.

- WEG ON subia 6,56%, tendo renovado cotação intradia recorde, a 70,97 reais na máxima até o momento. O JPMorgan elevou a recomendação dos papéis para 'overweight', com alta do preço-alvo para 76 reais, de 60 reais antes, um 'upside' de cerca de 14% em relação ao fechamento de sexta-feira.

- USIMINAS PNA tinha elevação de 8,61%, com o setor de mineração e siderurgia entre os destaques positivos. GERDAU PN avançava 4,03% e CSN ON tinha alta de 4,91%. VALE ON subia 2,46%. Com exceção de Gerdau, as demais reportam resultado nesta semana: CSN abre na terça-feira, Vale mostra na quarta e Usiminas divulga na quinta-feira. Na semana passada, o BTG Pactual citou chance de alta de preços em aços planos em encomendas para setembro.

- CARREFOUR BRASIL ON avançava 3,30%, tendo no radar balanço do segundo trimestre após o fechamento do mercado. Analistas do Safra esperam uma continuação da boa execução na divisão de varejo, impulsionada por seus hipermercados, enquanto o Atacadão registra um crescimento de quase dois dígitos na receita, conforme relatório recente a clientes com prévia do setor. Eles também preveem efeito negativo da crise econômica no financiamento ao consumidor do Carrefour. No setor, GPA ON tinha elevação de 1,84%.

- BANCO DO BRASIL ON tinha alta de 1,18%, em sessão positiva para o setor no Ibovespa, mesmo após a notícia de que o presidente-executivo Rubem Novaes entregou pedido de demissão ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes, válida a partir de agosto. Um substituto não foi divulgado. No setor, BRADESCO PN avançava 2,78% e ITAÚ UNIBANCO PN ganhava 2,87%.

- PETROBRAS PN cedia 0,22% e PETROBRAS ON recuava 0,39%, em meio à queda dos preços do petróleo no exterior.

- IRB BRASIL RE perdia 1,44%, conforme segue volátil, em meio a operações de aluguel do papel tendo de pano de fundo o aumento de capital via subscrição privada anunciado recentemente pela companhia.