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Ibovespa sobe 2% com aposta em mais estímulos nos EUA e antes de balanços

27/07/2020 17h46

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta de 2% nesta segunda-feira, retomando o patamar de 104 mil pontos, com papéis de bancos e ações de mineração e siderurgia entre os destaques, começando no azul uma semana com agenda carregada de balanços e expectativas de mais estímulos para a economia norte-americana.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,05%, a 104.477,08 pontos. O volume financeiro da sessão somou 28,45 bilhões de reais.

"Investidores operam na ponta compradora com a expectativa de um novo pacote de estímulos econômicos contra o coronavírus discutido no Congresso dos Estados Unidos", destacou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos.

Nos EUA, senadores republicanos corriam para concluir os detalhes de um pacote de um trilhão de dólares elaborado com a Casa Branca e esperado para ser divulgado no final desta segunda, com o prazo de muitos benefícios em decorrência à pandemia previsto para expirar nesta semana.

Chinchila também destacou apostas de que o Federal Reserve reforçará uma postura mais 'dovish' (favorável a uma política monetária estimulativa) na reunião desta semana, que terá seu desfecho conhecido na quarta-feira.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,74%, tendo no radar balanços de empresas como Apple, Amazon.com, Facebook e Alphabet nos próximos dias, com o aumento de casos do Covid-19 nos EUA e a tensão EUA-China ficando momentaneamente em segundo plano.

No Brasil, a temporada de resultados do segundo trimestre de empresas do Ibovespa começou bem com Weg e Hypera, e nesta semana segue com nomes como Vale, Petrobras, Bradesco e Ambev.

Estrategistas e analistas, contudo não descartam surpresas positivas, uma vez que as projeções estão bastante pessimistas.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN subiu 5,02% e BRADESCO PN fechou em alta de 4,59%. Para o Bradesco BBI, os resultados do segundo trimestre devem mostrar que o período foi o ponto mais baixo para os bancos privados. BANCO DO BRASIL ON ganhou 2,83%, após pedido de demissão do presidente-executivo Rubem Novaes, na sexta-feira.

- USIMINAS PNA avançou 7,15%, seguida por CSN ON e GERDAU PN, em meio a sinais de recuperação nas vendas internas e exportações de aço, com entidade do setor avaliando que o "fundo do poço" foi em abril. VALE ON valorizou-se 4,73%. Com exceção de Gerdau, as demais reportam seus resultados nesta semana.

- HYPERA ON valorizou-se 5,84%, após mostrar crescimento de receita e lucro no segundo trimestre, apesar dos efeitos da pandemia, que, entre outros fatores, foram embutidos em novas previsões da companhia para 2020. A farmacêutica também contratou o banco BR Partners para avaliar alternativas que envolvam a alienação da marca Xantinon.

- WEG ON subiu 5,06%, renovando cotação recorde de fechamento, a 69,95 reais. O JPMorgan elevou a recomendação dos papéis para 'overweight', com alta do preço-alvo de 60 para 76 reais, um 'upside' de cerca de 14% em relação ao fechamento de sexta-feira.

- CARREFOUR BRASIL ON avançou 3,54%, antes de balanço do segundo trimestre que deve sair ainda nesta segunda. Analistas do Safra esperam continuidade da boa execução na divisão de varejo, impulsionada por hipermercados, enquanto o Atacadão registra crescimento de quase dois dígitos na receita.

- PETROBRAS PN subiu 2,07% e PETROBRAS ON avançou 1,89%, ajudadas pela melhora dos preços do petróleo no exterior, enquanto agentes financeiros aguardam o balanço da petrolífera nesta semana.

- IRB BRASIL RE caiu 2,04%, em meio a operações de aluguel do papel tendo de pano de fundo o aumento de capital via subscrição privada anunciado recentemente pela companhia.

- VIA VAREJO ON caiu 3,22%, na terceira baixa seguida, após renovar recorde de fechamento na última quarta-feira, a 21,29 reais. No ano, o papel ainda acumula alta de 69%.