PUBLICIDADE
IPCA
0,86 Out.2020
Topo

Ryanair corta perspectivas de tráfego de passageiros e teme segunda onda de Covid-19

27/07/2020 09h44

Por Conor Humphries

DUBLIN (Reuters) - A Ryanair reduziu sua meta anual de passageiros em 25% nesta segunda-feira e alertou que uma segunda onda de infecções por Covid-19 poderia levar a novas reduções, derrubando suas ações em 8%, apesar de ter reportado um prejuízo menor do que o esperado no trimestre encerrado em junho.

A companhia aérea irlandesa registrou um prejuízo após impostos de 185 milhões de euros no trimestre, quando reduziu 99% de sua capacidade com a Europa fechando diante da pandemia de Covid-19.

Foi o primeiro prejuízo trimestral da história da empresa, mas foi menor do que a perda de 232 milhões de euros prevista em uma pesquisa da empresa com analistas.

No entanto, a Ryanair reduziu as expectativas para o resto do ano fiscal, que termina em 31 de março, dizendo que espera transportar 60 milhões de passageiros em vez dos 80 milhões previstos em maio - e abaixo dos 149 milhões do ano passado.

"Nossa perspectiva de 60 milhões de passageiros para o ano é provisória neste momento e pode diminuir", disse o presidente-executivo do grupo, Michael O'Leary, em uma apresentação em vídeo.

"Uma segunda onda de casos de Covid-19 na Europa no final do outono ... é o nosso maior medo no momento", disse O'Leary.

"A próxima temporada de inverno parece preocupante para as operadoras mais fortes", disse o analista da Goodbody, Mark Simpson, em nota, prevendo "uma pequena vantagem para a Ryanair até entrarmos na recuperação real de suas operações no início da primavera" (no hemisfério norte).

A queima de caixa da Ryanair efetivamente acabou, com seu saldo em caixa chegando a até 3,9 bilhões de euros no final de junho, ante 3,8 bilhões no final de março.

A receita caiu 95% no primeiro trimestre, enquanto os custos caíram 85%.

A companhia espera voar 60% de seu cronograma normal em agosto e 70% em setembro. Os aviões da Ryanair devem estar com capacidade de 70% em julho e agosto, disse O'Leary.