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Coronavírus atinge lucro da Anglo American, mas empresa vê recuperação à frente

30/07/2020 09h56

Por Zandi Shabalala

LONDRES (Reuters) - A mineradora Anglo American disse a investidores nesta quinta-feira que deve ter uma recuperação em seus resultados no segundo semestre, depois de uma queda de 39% nos lucros no primeiro semestre, quando medidas de isolamento adotadas contra o coronavírus paralisaram sua produção.

A empresa listada em Londres, com grande exposição a ativos na África, foi a mais atingida entre parceiras do setor por "lockdowns" que pararam atividades de mineração na África do Sul, Botswana e Namíbia. A companhia também sofreu com questões operacionais.

"O ano tem sido diferente de tudo que já vi em meus 43 anos na indústria", disse o CEO, Mark Cutifani, em teleconferência.

Mas ele afirmou que a empresa está operando quase em sua capacidade total e que a expectativa é de uma recuperação nos preços e nas vendas de seus produtos.

"Nós fizemos as coisas certas no primeiro semestre e acredito que estabelecemos as bases para a recuperação no segundo semestre do ano", disse Cutifani.

A Anglo registrou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 3,4 bilhões de dólares no primeiro semestre, superando consenso de nove analistas compilado pela Vuma, de 3 bilhões de dólares.

A empresa declarou dividendo intermediário de 28 centavos de dólar por ação, 55% abaixo do mesmo período do ano passado, mas em linha com sua política de pagamento proventos em acima das estimativas de analistas de 20 centavos por dólar.

A dívida líquida avançou em 3 bilhões de dólares, para 7,6 bilhões de dólares no final do primeiro semestre, com a empresa continuando a investir em minas e projetos.

Além de impactos com "lockdowns", a Anglo teve incidentes operacionais em uma unidade de platina na África do Sul e em uma mina de carvão metalúrgico na Austrália, que em alguma medida foram compensados pelo desempenho com minério de ferro no Brasil e operações de cobre no Chile.

(Por Zandi Shabalala, com reportagem adicional de Muvija M em Bangalore)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519)) REUTERS LC