PUBLICIDADE
IPCA
0,24 Ago.2020
Topo

Equinor indica novo CEO para acelerar investimentos em renováveis

10/08/2020 17h29

Por Terje Solsvik e Gwladys Fouche

OSLO (Reuters) - A petroleira Equinor nomeou nesta segunda-feira Anders Opedal como seu novo presidente-executivo, em momento em que a empresa norueguesa tenta acelerar uma transição rumo à energia renovável.

O novo CEO, que já atuou como diretor de Tecnologia, Projetos e Perfurações da Equinor e é o primeiro engenheiro a comandar a empresa, substituirá Eldar Saetre, que vai se aposentar após mais de 40 anos na maior companhia da Noruega. A nomeação de Opedal entra em vigor em 2 de novembro.

As principais petroleiras da Europa estão avançando com planos para desenvolver fontes de energia livres de emissões --algumas delas, como BP e Eni, comprometeram-se a reduzir a produção de óleo e gás.

Opedal, em direção oposta, disse que deseja ver a Equinor "melhor em petróleo offshore e gás", e manteve a meta de expandir a produção de óleo e gás em 3% até 2026. Depois disso, porém, a situação pode mudar.

"Estou disposto a realocar capital entre óleo e gás e renováveis", disse o executivo à Reuters. "Vai depender das oportunidades que tivermos no momento."

"A Equinor está entrando em uma fase de mudanças significativas, com o mundo precisando adotar medidas mais enérgicas para combater a mudança climática", afirmou o presidente do conselho da empresa, Jon Erik Reinhardsen.

"O mandato do conselho é para Anders acelerar nosso desenvolvimento como uma empresa ampla de energia e aumentar a geração de valor para nossos acionistas por meio da transição energética", acrescentou.

Opedal disse que a empresa buscará a aquisição de novos negócios nos ramos de hidrogênio, captura de carbono e armazenamento, bem como em outras soluções de baixo teor de carbono, reduzindo os custos das tecnologias para torná-las comercialmente viáveis.

Opedal, ex-diretor de Operações, também já chefiou a unidade da Equinor no Brasil, onde a empresa planeja uma grande expansão no setor offshore de petróleo nos próximos anos.