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Opep reduz previsão de demanda por petróleo em 2020; coronavírus gera dúvida sobre 2021

Bombeamento de petróleo em Midland (EUA); A Opep manteve a previsão de que a demanda em 2021 se recupere - NICK OXFORD
Bombeamento de petróleo em Midland (EUA); A Opep manteve a previsão de que a demanda em 2021 se recupere Imagem: NICK OXFORD

Alex Lawler

Da Reuters, em Londres

13/08/2020 12h53

A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) disse ontem que a demanda global por petróleo deve cair mais em 2020 do que previsto antes, devido à pandemia do coronavírus, e que uma recuperação no próximo ano enfrenta grandes incertezas.

A demanda mundial por petróleo deve recuar em 9,06 milhões de bpd (barris por dia) neste ano, disse a Opep em relatório mensal, mais do que os 8,95 milhões de bpd projetados há um mês.

Os preços do petróleo desabaram neste ano devido aos impactos da covid-19, que incluíram restrições a viagens e desaceleração da atividade econômica. Embora alguns países tenham aliviado medidas de isolamento, permitindo que a demanda se recupere, a preocupação com novos surtos do vírus tem segurado os preços, o que a Opep espera que continue.

"O petróleo e os preços de produtos de petróleo continuarão a ser impactados no segundo semestre de 2020 por preocupações sobre uma segunda onda de infecções e pelos maiores estoques globais", disse o grupo no relatório.

A Opep manteve sua previsão de que a demanda em 2021 deve se recuperar em 7 milhões de bpd, mas disse que essa projeção está sujeita a grandes incertezas que podem resultar em "um impacto negativo sobre o consumo de petróleo".

"Quase todas previsões apontam que o combustível de aviação deve sofrer em 2021 para recuperar a demanda perdida", disse a Opep. "A demanda por gasolina enfrentará pressão para voltar aos níveis de 2019."

A Opep disse que sua produção cresceu em 980 mil bpd em julho, para 23,17 milhões de bpd, principalmente porque a Arábia Saudita e outros países do Golfo encerraram cortes voluntários de oferta que haviam realizado em junho.

Isso representou cumprimento de 97% com o acordo de restrição de oferta da Opep+, segundo cálculo da Reuters — abaixo do número de junho, que ficou acima de 100%.