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Oi altera planos de reestruturação em busca de ofertas mais altas

14/08/2020 17h26

Por Carolina Mandl

SÃO PAULO (Reuters) - A Oi apresentou nesta sexta-feira mudanças em seu plano de reestruturação, com o objetivo de levantar novos empréstimos com credores e de conseguir um valor maior pelos ativos colocados à venda.

Os credores votarão as mudanças propostas em 8 de setembro. A Oi pretende sair da recuperação judicial em maio de 2022, cerca de seis anos após o início do processo.

"Depois de muitas conversas, concluímos que o plano precisava de um pouco mais de flexibilidade do que inicialmente previsto", disse o presidente-executivo, Rodrigo de Abreu, em entrevista.

A empresa definiu o valor mínimo para a venda de sua unidade de fibra em 20 bilhões de reais. A Oi pretende vender a divisão, chamada de InfraCo, no primeiro trimestre de 2021 e concluir a venda até setembro de 2021.

Para seus ativos de telefonia móvel, a Oi decidiu incluir contratos de longo prazo - de três, cinco ou 10 anos - com sua unidade de fibra no preço total oferecido pelos interessados. Abreu disse que esses contratos tendem a aumentar o valor da InfraCo.

Atualmente, a Oi está em negociações exclusivas com TIM, Telêfonica Brasil e Claro, da América Móvil, que fizeram uma oferta conjunta de 16,5 bilhões de reais pelos ativos de telefonia celular. Se as partes chegarem a um acordo, as empresas terão o direito de igualar qualquer outra oferta maior que outras partes possam fazer posteriormente pelas operações de telefonia móvel da Oi.Além disso, a Oi decidiu vender sua operação de TV por 20 milhões de reais, com o objetivo de eliminar custos mais expressivos de satélites. Ainda assim, a adquirente dividirá parte das receitas com a Oi, na medida em que a operadora continuará oferecendo serviços de TV a seus clientes. A Oi também está oferecendo aos credores a redução dos descontos sobre os valores devidos caso concedam novos empréstimos ou cartas de fiança à empresa. Os descontos propostos podem cair de 60% para até 40% se os credores fornecerem mais empréstimos à Oi, por exemplo.

((Edição Redação São Paulo; 55 11 56447727))

REUTERS PS AAJ