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Grandes empresas de tecnologia levam S&P 500 a máxima recorde em rali com pandemia

18/08/2020 15h58

Por Noel Randewich

(Reuters) - O S&P 500 bateu um recorde nesta terça-feira, em grande parte graças aos meses de desempenho superior da Amazon e de outras empresas de tecnologia que têm forte influência no índice e que são vistas por investidores como inclinadas a emergir da crise de coronavírus mais fortes do que rivais menores.

As empresas mais valiosas do índice têm tido um salto neste ano, com Apple, Microsoft e Amazon avançando entre 33% e 72% no ano até o momento.

ABIOMED, Regeneron Pharmaceuticals e West Pharmaceutical Services, envolvidas no desenvolvimento e venda de terapias contra o coronavírus, subiram mais de 50% desde o recorde do S&P 500 alcançado em fevereiro.

Trilhões de dólares em estímulos monetário e econômico com o objetivo de reduzir os impactos econômicos para dezenas de milhões de norte-americanos desempregados devido ao coronavírus levaram o S&P 500 a subir mais de 50% em relação à mínima atingida em 23 de março, com o índice subindo cerca de 5% em 2020.

Embora a pandemia tenha levado muitos restaurantes e lojas à falência, supermercados e varejistas que tiveram vendas online fortalecidas aumentaram de valor. Graças principalmente à Amazon, o índice de consumo discricionário do S&P 500 acumula ganho de 23% em 2020, o segundo melhor desempenho entre os 11 índices setoriais, abaixo apenas do segmento de tecnologia.

O índice de tecnologia da informação saltava 25% no ano, impulsionado por Microsoft, Apple, Mastercard e outras empresas que viam uma demanda mais forte por seus produtos e serviços, já que as pessoas que estão isoladas em casa fazem mais compras online.

Enquanto alguns investidores temem que o rali desde março tenha se concentrado principalmente entre empresas de tecnologia, outros acreditam que os ganhos dessas ações são justificados, já que a pandemia leva a um aumento acentuado nas compras online, computação em nuvem e outros usos da tecnologia.

"Essas empresas têm fundamentos sólidos superiores ao mercado mais amplo e se beneficiarão das tendências recentes. Não achamos que essa elevada concentração é um tipo de risco sistêmico", disse Benjamin Jones, estrategista sênior de multiativos da State Street Mercados globais.

Com a temporada de balanços corporativos dos EUA em sua maior parte concluída, um número recorde de empresas superou as drasticamente reduzidas estimativas. Mas o segundo trimestre ainda deve ser o ponto mais baixo para os balanços neste ano.

Mesmo depois de uma melhora modesta recente nas estimativas de lucro, o S&P 500 está sendo negociado em cerca de 22 vezes o lucro agregado esperado, seu maior múltiplo desde a era pontocom de duas décadas atrás.

(Reportagem de Noel Randewich; reportagem adicional de Medha Singh)