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Consórcio DAGNL vai desenhar privatização dos portos de Santos e São Sebastião

Consórcio receberá R$ 6,56 milhões para fazer a avaliação, estruturação e implementação do projeto - Amanda Perobelli/Reuters
Consórcio receberá R$ 6,56 milhões para fazer a avaliação, estruturação e implementação do projeto Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

27/08/2020 17h35

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou hoje o consórcio vencedor para realizar os estudos para desestatização dos portos de Santos e São Sebastião, no litoral paulista.

O DAGNL, composto por DTA Engenharia (líder), Garin, Alvarez & Marsal e os escritórios de advocacia Lobo & De Rizzo e Navarro Prado Advogados, será responsável por avaliação, estruturação e implementação do projeto. Os membros do consórcio, que receberá R$ 6,56 milhões pelo serviço, não poderão participar do processo de concorrência pelos portos.

A expectativa do governo é de que o investimento privado amplie os investimentos nos portos, dando maior flexibilidade na gestão comercial, aumento da competitividade.

Embora os dois ativos sejam estudados simultaneamente, isso não significa que o modelo abrangerá ambos em conjunto.

Segundo o BNDES, o início dos estudos está previsto para setembro, com a conclusão prevista para o segundo trimestre de 2021, a tempo de que o leilão aconteça em 2022.

Com 53 terminais, o Porto de Santos é o maior da América Latina. O terminal movimentou 134 milhões de toneladas de carga em 2019, com receita líquida de R$ 967,8 milhões.

O Porto de São Sebastião tem cinco berços de atracação, quatro pátios de armazenagem e cinco silos com 4 mil toneladas de capacidade estática. Em 2019, movimentou 740,5 mil toneladas, alta de 6,5% sobre o ano anterior.