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Produção manufatureira dos EUA sobe em agosto, mas ritmo perde força

15/09/2020 12h47

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - A produção nas fábricas dos Estados Unidos aumentou pelo quarto mês seguido em agosto, mas a recuperação está mostrando sinais de algum limite, sugerindo que o investimento empresarial em equipamentos pode continuar fraco até o fim do ano em meio à pandemia de Covid-19.

O relatório do Federal Reserve somou-se a dados sobre o mercado de trabalho que indicaram estagnação da atividade econômica por causa da persistência do coronavírus e do fim do estímulo fiscal. A fraca retomada econômica, acompanhada pela inflação firme, deve dominar a reunião de política monetária do banco central que começa nesta terça-feira.

"Parece cada vez mais que a recuperação na produção industrial vai estagnar nos próximos meses se ninguém de Washington partir para o resgate com outro pacote de estímulo econômico", disse Chris Rupkey, economista-chefe do MUFG.

A produção manufatureira subiu 1,0% no mês passado, depois de avançar 3,9% em julho. O Fed destacou que "os ganhos para a maior parte das indústrias de manufatura têm desacelerado gradualmente desde junho". A produção permanece 6,7% abaixo do nível de fevereiro.

Economistas consultados pela Reuters projetavam alta da produção manufatureira de 1,2% em agosto.

A ajuda financeira do governo a empresas e a desempregados praticamente acabou, e negociações para outro pacote não estão avançando.

No mês passado, a produção de bens duráveis aumentou 0,7%. A fabricação de veículos, no entanto, caiu 3,7%, após disparar 31,7% em julho.

Houve aumentos na produção de maquinário, móveis, computadores e produtos eletrônicos, bem como equipamento elétrico, eletrodomésticos e componentes.

Relatório separado nesta terça-feira do Departamento do Trabalho mostrou que os preços de importados avançou 0,9% no mês passado, com altas generalizadas entre os produtos. Os dados de julho foram revisados para mostrar para alta de 2,1%, em vez de acréscimo de 0,7% informado anteriormente.

Economistas previam que os preços de importados, que excluem tarifas, aumentariam 0,5% em agosto. Nos 12 meses até agosto, os preços caíram 1,4%, após queda de 2,8% em julho.