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Mercado piora novamente déficit primário projetado para 2020 e 2021, mostra Prisma

Marcela Ayres

17/09/2020 10h49

Economistas consultados pelo Ministério da Economia pioraram novamente suas contas para o rombo primário do país neste ano e no próximo, embora vejam números ligeiramente melhores que os apontados pelo governo, conforme Prisma Fiscal divulgado hoje.

Para este ano, os economistas agora veem um rombo primário de R$ 855,318 bilhões para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) em meio aos vultosos gastos para enfrentamento à pandemia de coronavírus, conforme mediana das estimativas colhidas até o quinto dia útil deste mês. No Prisma de agosto, a cifra era de R$ 822,608 bilhões.

A leitura, contudo, é mais otimista que a do Ministério da Economia, que no início deste mês passou a prever um déficit primário de R$ 866,4 bilhões em 2020, já embutindo na conta a extensão do auxílio emergencial até o fim do ano.

Já para 2021, a expectativa agora é de déficit de R$ 226 bilhões de reais para o governo central em 2021, acima do rombo de R$ 213,882 bilhões visto antes.

Também neste caso o governo previu um déficit primário maior para o governo central, de R$ 233,6 bilhões, conforme apontado em seu projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano.

A meta em 2020 era de um déficit de R$ 124,1 bilhões, mas o governo não precisará cumpri-la em função do estado de calamidade pública pelo surto de Covid-19.

Ainda que tenha estipulado um valor no PLOA para o rombo do ano que vem, o governo pediu flexibilidade no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para que a meta seja mudada sempre que as receitas para o próximo ano forem recalculadas. Se aprovado pelo Congresso, esse modelo tornará a meta móvel.

Num reflexo do forte desequilíbrio das contas públicas, a expectativa agora é que a dívida bruta sobre o Produto Interno Bruto (PIB) suba a 94,55% do PIB neste ano, acima do percentual de 94,30% visto antes, mostrou o Prisma. Para 2021, a expectativa piorou a 95,60% do PIB, contra 95,00% do PIB no relatório de agosto.

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