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Mercado aéreo doméstico se normaliza no 1º semestre de 2021, diz Abear

No auge da crise, malha doméstica chegou a operar com poucos destinos e teve quase 400 aeronaves paradas - Divulgação
No auge da crise, malha doméstica chegou a operar com poucos destinos e teve quase 400 aeronaves paradas Imagem: Divulgação

Por Rodrigo Viga Gaier

14/12/2020 15h10

A malha aérea doméstica do Brasil estará normalizada no fim do primeiro semestre de 2021, mas a internacional deve levar de 3 a 4 anos para voltar ao normal, disse o presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz.

"Do ponto de vista da malha doméstica, até o final do primeiro semestre estaremos com toda ela recomposta", disse Sanovicz em evento virtual do jornal O Globo hoje, pontuando que espera reação mais rápida no turismo.

No auge da crise causada pela pandemia da Covid-19, a malha doméstica chegou a operar com poucos destinos e teve quase 400 aeronaves paradas. O executivo destacou que a retomada da malha para voos internacionais deve demorar mais.

"Estamos sujeitos a uma série de temas como abertura de fronteiras, enfrentamento à crise sanitária, retomada econômica e normas regulatórias", frisou o executivo, mencionando previsões de mercado de prazo de 3 a 4 anos para normalização mercado internacional.

A Abear espera novas medidas de apoio do governo ao setor nos próximos dias, disse ele. O governo já permitiu adiamento de pagamento de outorga por parte de concessionárias de aeroportos e ofereceu crédito do BNDES às companhias aéreas.

"Nossa expectativa para os próximos dias é a publicação de uma nova MP (medida provisória) tratando de tributos que envolve não só aviação, mas toda cadeia produtiva", disse ele. "Temos um tema pendente, que é uma grande renegociação de tributos".