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Demanda global por carvão deve crescer 2,6% em 2021 após queda recorde, diz IEA

18/12/2020 14h59

(Reuters) - A demanda global por carvão deverá aumentar 2,6% no ano que vem, após uma queda recorde relacionada à pandemia de coronavírus neste ano, à medida que a recuperação na atividade econômica aumenta seu uso para a produção elétrica e industrial, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta sexta-feira.

A demanda por carvão para térmicas e metalúrgicas tende a avançar para 7,432 bilhões de toneladas em 2021, ante 7,243 bilhões neste ano, indicou a agência sediada em Paris em seu relatório de 2020 sobre a matéria-prima.

Em 2020, a demanda gobal por carvão recuou 5%, com o consumo restringido pelos impactos da pandemia, segundo a IEA.

Entre 2018 e 2020, a demanda por carvão no mundo terá recuado em um nível sem precedentes de 7%, ou 500 milhões de toneladas, disse a agência, devido tanto à pandemia quanto à busca de países ao redor do mundo por uma transição para fontes de energia mais limpas.

"Antes da pandemia, nós esperávamos uma pequena recuperação na demanda por carvão em 2020, mas desde então testemunhamos a maior queda no consumo de carvão desde a Segunda Guerra Mundial", disse em comunicado o diretor de Mercados de Energia da IEA, Keisuke Sadamori.

Embora até mesmo Estados Unidos e Europa possam registrar seus primeiros aumentos no consumo de carvão em quase uma década no ano que vem, a demanda em 2021 ainda permaneceria abaixo dos níveis de 2019, e a IEA espera que o uso da matéria-prima se estabilize em 2025, em cerca de 7,4 bilhões de toneladas.

(Reportagem de Nora Buli, em Oslo)