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Barros lista reformas como prioridades do governo no legislativo em 2021

Ricardo Barros (PP-PR) disse que 2021 será um ano difícil - Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Ricardo Barros (PP-PR) disse que 2021 será um ano difícil Imagem: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

22/12/2020 19h38

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou hoje que a agenda prioritária para 2021 envolve os temas de reorganização do Estado e das contas públicas e aproveitou para repetir o que chamou de "mantra" do Executivo de rigor fiscal para o próximo ano.

Dentre as propostas citadas pelo líder como essenciais estão as reformas tributária e administrativa, a PEC emergencial e a autonomia do Banco Central, e o pacto federativo, além das privatizações.

"Então, nós temos, sim, que ter coragem de modernizar o Estado, de extinguir privilégios e pensar no contribuinte em primeiro lugar. Temos que seguir o mantra do nosso presidente (Jair) Bolsonaro: 'Não tem aumento da carga tributária, não tem fura teto e não tem prorrogação do orçamento de guerra'", afirmou Barros, em plenário.

Ao comentar que o próximo ano promete "votações duras, difíceis, mas necessárias", defendeu que é preciso "dar o sinal ao mercado de que o Brasil tem compromisso com o ajuste fiscal".

"Vamos ter que enfrentar um ano difícil, de orçamento justo, de rigor fiscal", disse.

A pauta da Câmara sofreu atrasos no decorrer deste ano, seja pelas dificuldades de reunião e negociação por conta das medidas de segurança devido à pandemia de Covid-19, seja pelo clima de disputa que tomou a Casa envolvendo seu comando para o próximo biênio.

Os grupos do atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do candidato do bloco que ficou conhecido como centrão, Arthur Lira (PP-AL), preferido pelo governo, travam um cabo de guerra na Casa. O conflito resultou em uma rara obstrução promovida pela própria base do governo.

Outro fator que atrasou as negociações sobre temas como as reformas diz respeito à descoordenação do Executivo, em que equipe econômica e ala política do governo bateram cabeça.