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Economia terá 1º tri 'um pouco difícil', mas não faltará dinheiro para vacinação, diz Sachsida

24.jul.2019 - Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida - Por Gabriel Ponte
24.jul.2019 - Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida Imagem: Por Gabriel Ponte

Por Gabriel Ponte

08/01/2021 12h08Atualizada em 08/01/2021 14h16

BRASÍLIA (Reuters) - O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou hoje que a economia brasileira enfrentará um primeiro trimestre "um pouco difícil", mas ponderou que a atividade vai melhorar ao longo semestre e que não faltarão recursos para vacinar a população.

Em live promovida pelo Jota, Sachsida também disse que a SPE (Secretaria de Política Econômica) tem segurança de projetar que o PIBB (Produto Interno Bruto) deverá crescer acima de 3% neste ano, em meio à retomada do processo de consolidação fiscal.

Em nota informativa publicada na semana passada, a SPE projetou avanço do PIB de 3,2% em 2021. O mercado financeiro calcula expansão de 3,4%, conforme relatório Focus divulgado nesta semana, abaixo da taxa de 3,49% prevista no documento anterior.

De acordo com Sachsida, o grande desafio do país neste ano se dará pelo lado fiscal, em razão das elevadas despesas criadas em 2020 para combate à pandemia do coronavírus.

Para ele, a prioridade deve se concentrar na aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial neste ano. A PEC tem o objetivo de regulamentar o teto de gastos com gatilhos e tratar de temas do pacto federativo.

O secretário comentou ainda fala do presidente Bolsonaro na última terça-feira, quando disse que o Brasil estava "quebrado".

"Foi apenas um jargão popular para endereçar um problema que, sejamos francos, todos temos conhecimento que se refere à situação fiscal delicada da economia brasileira", disse Sachsida.

O integrante do Ministério da Economia defendeu ainda que Bolsonaro tem apoiado a agenda fiscal da pasta liderada por Paulo Guedes.

"Havia clamor de vários setores da sociedade pela prorrogação do auxílio emergencial. O presidente foi lá e vetou. Quer mais do que isso como prova de que presidente está alinhado com agenda de consolidação?", disse Sachsida, também mencionando que Bolsonaro já sinalizou, em outras oportunidades, apoio ao mecanismo do teto de gastos.

O secretário pontuou que, em um cenário mundial de juros baixos, caso o Brasil avance no processo de consolidação fiscal, mediante a tramitação e aprovação dos marcos legais e reformas econômicas, o país deve ser o grande destino do capital internacional neste ano.

Vacinação e segunda onda

Sachsida também assegurou que não faltarão recursos para a imunização da população contra o coronavírus e afirmou que isso é "prioridade absoluta" da Economia. Segundo ele, haverá recursos necessários para quem quiser tomar a vacina.

Ao ser questionado sobre a segunda onda da covid-19 e a reimposição de restrições em determinadas capitais do país, o secretário afirmou que, até o momento, as projeções da SPE não foram afetadas pelo aumento do distanciamento social localizado em algumas capitais.

O governo Bolsonaro vem enfrentando críticas sobre o tratamento à pandemia, com o Brasil ainda sem data definida para o início da vacinação contra a Covid-19, enquanto outros países, incluindo da América Latina, já deram início à imunização. Mais de 200 mil pessoas no Brasil já morreram devido à doença.

(Edição de José de Castro)