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REUTERS NETX-Lagarde, do BCE, mantém perspectiva positiva para a zona do euro

13/01/2021 08h34

Por Alessandra Galloni

FRANKFURT (Reuters) - A economia da zona do euro ainda deve se recuperar este ano desde que as medidas de lockdown para conter a pandemia de coronavírus sejam levantadas até o final de março e as vacinas sejam distribuídas, disse nesta quarta-feira a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde.

No mês passado o BCE projetou crescimento econômico de 3,9% este ano no bloco de 19 países que usam o euro, assumindo um fim gradual da pandemia.

Mas o ressurgimento dos casos de Covid-19 e as restrições de movimento e atividade em países como Alemanha e França, junto com a lenta distribuição de vacinas, já estão desafiando as perspectivas apenas duas semanas após o início de 2021.

Entretanto, Lagarde manteve as projeções do BCE nesta quarta-feira, dizendo que elas incorporam algumas restrições.

"Acho que nossas últimas projeções em dezembro ainda são claramente plausíveis", disse Lagarde em entrevista à conferência Reuters Next. "Nossa previsão leva em conta medidas de lockdown até o fim do primeiro trimestre."

O BCE disse em 10 de dezembro que suas projeções levam em conta que níveis "suficientes" de imunidade de rebanho serão alcançados antes do fim de 2021.

"Seria uma preocupação se após o fim de março esses Estados membros ainda precisem ter medidas de lockdown e se, por exemplo, os programas de vacinação forem desacelerados", disse Lagarde.

Economistas do setor privado já estão reduzindo suas projeções de crescimento, com o Bank of America estimando agora expansão de 2,9%, um ponto percentual a menos do que sua projeção anterior.

Para sustentar a zona do euro, o BCE já prorrogou sua política ultrafrouxa para 2022, mas com os custos de empréstimo já em mínimas recordes e em território negativo em alguns países da zona do euro, seu poder de fogo remanescente é limitado.

Lagarde disse que o BCE pode expandir seu programa de compra de títulos de novo se necessário, mas pode também evitar usar todo o envelope de 1,850 trilhão de euros que determinou para compras se a crise passar.

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