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Poupança tem saída líquida de R$5,832 bi em fevereiro, diz BC

04/03/2021 15h20

BRASÍLIA (Reuters) - A tradicional caderneta de poupança registrou em fevereiro o segundo mês seguido de saídas líquidas, de 5,832 bilhões de reais, maior saque para o período desde 2016, informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira.

O desempenho negativo se dá após a poupança ter batido recorde de investimentos no ano passado e coincide com o fim da concessão do auxílio emergencial aos mais vulneráveis, pago pelo governo em medida de enfrentamento à crise da Covid-19 até dezembro.

No mês passado, os saques superaram os depósitos em 5,005 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural houve retirada líquida de 827,5 milhões de reais.

Em fevereiro de 2020, a poupança teve uma saída líquida de 3,571 bilhões de reais mas, no acumulado do ano passado, a aplicação recebeu um total de 166,3 bilhões de reais em depósitos líquidos, valor recorde. Este ano, a poupança já acumula saídas de 23,9 bilhões de reais.

Em fevereiro de 2016, a poupança teve um saque de 6,638 bilhões de reais.

As retiradas da poupança se dão hoje a despeito do aumento relativo da competitividade da aplicação, que é isenta de imposto de renda, frente a outros investimentos, em um cenário de juros baixos.

A aplicação rende 70% da taxa Selic quando o juro básico está em até 8,5% ao ano. Atualmente, isso coloca a remuneração da poupança em 1,4% em 12 meses. Caso a Selic fique acima do patamar de 8,5%, a poupança passa a render 0,5% ao mês mais Taxa Referencial —que está em zero.

Como outras alternativas de investimento na renda fixa podem sofrer mais tributação, acabam entregando rendimento similar ou mesmo inferior ao da poupança.

(Por Gabriel Ponte)

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