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Bolsonaro diz acreditar que há plano de alguns para tentar derrubá-lo pela economia

De máscara, presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participa de cerimônia para assinatura da MP das Vacinas - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
De máscara, presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participa de cerimônia para assinatura da MP das Vacinas Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo

Ricardo Brito

Da Reuters, em Brasília

10/03/2021 20h57

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje acreditar que há "um plano de alguns" para tentar derrubá-lo do poder que passaria pelo insucesso econômico de sua gestão, ao voltar a criticar medidas de restrição de atividades econômicas.

"O problema está aí, a gente reconhece, lamenta as mortes, mas criaram um clima de pavor, pânico, como você pode ficar pelo segundo ano sem trabalhar? Viver do quê?", disse ele em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.

Bolsonaro afirmou estar sendo culpado pelo desemprego e arrematou: "Eu acredito mais em um plano de alguns para tentar me derrubar pela economia, não está preocupado com o próximo não, longe disso", atacou, sem detalhar quem seriam.

Segundo o presidente, há quem tenha feito campanha nas eleições municipais que não iria decretar lockdown e no dia seguinte após eleito adotou a medida.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem demonstrado preocupação sobre o impacto negativo que medidas restritivas poderiam ter em relação a seu governo. Ele sempre enfatizou a necessidade de se manter a economia em funcionamento mesmo em meio à pandemia.

Contudo, o presidente adotou um discurso de que medidas como lockdown são de responsabilidade de governadores e prefeitos em razão de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Na verdade, o STF disse que a atribuição dos entes federativos no enfrentamento à crise sanitária são concorrentes e que caberia ao Executivo Federal fazer uma articulação nacional.

No ano passado, o país registrou uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,1%, o que foi ressaltado por Bolsonaro por ser uma queda menor do que de vários países. Ele atribui isso, em parte, ao pagamento do auxílio emergencial que ajudou a movimentar a economia brasileira.