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BC: diferencial de juros teve pouco impacto na volatilidade do câmbio

Expressivo aumento de negócios de minicontratos de dólar no país foi um dos fatores de mais impacto na volatilidade do câmbio, diz BC - Shutterstock
Expressivo aumento de negócios de minicontratos de dólar no país foi um dos fatores de mais impacto na volatilidade do câmbio, diz BC Imagem: Shutterstock

25/03/2021 08h50

O Banco Central avalia que a maior volatilidade na taxa de câmbio brasileira observada desde o final do primeiro bimestre de 2020 deve-se a fatores domésticos e externos, mas o entendimento é que o diferencial de juros tem tido um peso relativamente pequeno no fenômeno.

É o que mostra boxe do mais recente Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quinta-feira, em que o BC destacou que os aumentos na volatilidade cambial "contribuem para maior incerteza macroeconômica, prejudicando a formação de expectativas dos agentes econômicos em relação ao futuro da economia e à condução apropriada de políticas públicas".

"Um câmbio volátil desincentiva investimentos externos e prejudica importadores e exportadores ao dificultar o planejamento dos agentes econômicos", diz o documento.

Entre os fatores correlacionados à volatilidade, o exercício feito pelo BC conclui que alguns dos mais relevantes são o expressivo aumento de negócios de minicontratos de dólar no país, a maior volatilidade cambial observada em países emergentes e o aumento do índice de volatilidade baseado em opções sobre ações do índice S&P 500, dos EUA.

No caso do diferencial de juros —diferença entre a taxa básica de juros praticada no país e a média dos juros nas principais economias—, o BC nota que, no período observado, a relação caiu 0,32 ponto percentual, o que deveria gerar um aumento de apenas 0,13 ponto na volatilidade. "Entretanto, nesse período, a volatilidade do câmbio aumentou 9,77 p.p., de 10,98% para 20,75%", diz o BC.