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Variante do coronavírus parecida com sul-africana foi identificada em SP, diz Butantan

31/03/2021 13h49

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - Uma variante do coronavírus semelhante à originada na África do Sul foi detectada na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, disse nesta quarta-feira o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, acrescentando que a amostra coletada revela que a variante tem algumas "assinaturas" que indicam que ela possa ser uma evolução da variante originada em Manaus.

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Covas afirmou que o material genético da variante foi estudado e que o paciente que apresentou a variante não tinha histórico de viagem à África do Sul ou de contato com pessoas que estiveram no país.

"Ontem nós terminamos a análise do material genético da rede de laboratórios com o Butantan e universitários que estão fazendo esse trabalho disse Covas.

"É uma variante assemelhada à da África do Sul, embora não haja histórico de viagens ou de contato com viajantes da África do Sul. Existe a possibilidade de que seja uma evolução da nossa P.1 em direção a essa mutação da África do Sul", acrescentou.

Tanto a P.1, variante do coronavírus originada em Manaus, quanto a variante sul-africana são mais transmissíveis que a versão original do coronavírus causador da Covid-19. A circulação da variante P.1 tem sido apontada como um dos fatores responsáveis pelo agravamento da pandemia de Covid-19 no Brasil.

"É uma variante que já tem algumas assinaturas um pouco diferentes da variante original, o que indica uma provável origem local mesmo a partir da variante P.1", afirmou o presidente do Butantan.

Ele disse que o caso foi informado à vigilância epidemiológica do município de Sorocaba, a quem cabe fazer o acompanhamento do paciente, de seus familiares e de pessoas com que teve contato para eventuais medidas preventivas, como por exemplo de isolamento.

Covas disse ainda que no momento há somente um caso desta variante em um universo onde já predomina a variante P.1 e que o monitoramento de amostras para identificar variantes continua.

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