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Novo presidente do BC da Turquia promete política monetária apertada, dizem fontes

01/04/2021 14h13

Por Ali Kucukgocmen e Can Sezer e Ebru Tuncay

ISTAMBUL (Reuters) - O novo presidente do banco central da Turquia, Sahap Kavcioglu, afirmou nesta quinta-feira em suas primeiras conferências com investidores que a política monetária apertada permanecerá em vigor por causa da inflação alta, de acordo com várias pessoas, ajudando a impulsionar a lira.

O presidente Tayyip Erdogan nomeou Kavcioglu em 20 de março, em um movimento que fez a lira recuar 13% já que os investidores projetavam um rápido movimento para afrouxar a política monetária, dadas as críticas anteriores de Kavcioglu à postura rígida da autoridade monetária.

Questionado em uma conferência com investidores locais sobre uma coluna de jornal de fevereiro em que afirmava que as taxas elevadas impulsionavam a inflação, Kavcioglu minimizou suas opiniões anteriores e disse que, como presidente, agirá de acordo com sua "tarefa institucional".

Uma pergunta semelhante feita ao novo presidente em uma conferência à parte com investidores internacionais foi a única que ele respondeu diretamente, afirmaram fontes presentes na chamada.

"Ele disse basicamente para lhe julgar após o comitê de política monetária de abril, o que eu consideraria um sinal muito forte de que certamente não veremos mais cortes nas taxas em abril", afirmou um gestor de ativos.

Duas fontes afirmaram à Reuters que uma autoridade de alto escalão do banco central disse na primeira ligação que não haverá cortes prematuros nas taxas de juros e que a inflação - de 15,6% em fevereiro - agora estava perto do limite superior de suas projeções.

A mesma autoridade acrescentou que a recente liquidação da lira aumentaria a inflação no curto prazo, disseram as fontes.

“Eles estão dizendo todas as coisas certas” e provavelmente irão “segurar firme” por enquanto, disse um investidor.

A lira tinha alta de 1,57%, a 8,1350 em relação ao dólar.

O ex-presidente do banco central Naci Agbal elevou a taxa de juros de 10,25% para 19% em quatro meses no posto, para lidar com uma inflação que permaneceu na casa dos dois dígitos na maior parte dos últimos quatro anos.

A autoridade monetária projetava uma inflação máxima de 17% em março e um pouco mais em abril, de acordo com a previsão de fevereiro. Os analistas preveem que ela subirá até abril, quando o Goldman Sachs espera que atinja um pico de 18%.