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Brasil tem 30 milhões de doses de vacinas contra Covid asseguradas em abril, diz ministro

03/04/2021 13h29

(Reuters) - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou neste sábado que o Brasil tem 30 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 asseguradas para abril que serão fornecidas pelo Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o que permitirá ao país cumprir a meta de vacinar 1 milhão de pessoas por dia.

Queiroga havia afirmado na quarta-feira que Butantan e Fiocruz entregariam um número menor de vacinas este mês devido a atrasos, mas os dois fabricantes de imunizantes negaram problemas no cronograma para abril.

Neste sábado, o ministro confirmou o número de 30 milhões e reiterou a meta de vacinar 1 milhão de pessoas por dia.

"Primeiro objetivo é que em abril consigamos prosseguir todos os dias com esse 1 milhão de doses. Para tanto, notemos que a Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Butantan nos asseguram 30 milhões de doses no mês de abril", disse Queiroga a repórteres, após participar de reunião virtual com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Trinta milhões de doses já temos certas, isso garante que a meta de 1 milhão de pessoas por dia será cumprida", acrescentou.

O ministro citou levantamento de um consórcio de veículos de imprensa que apontou que o Brasil vacinou mais de 1 milhão de pessoas na quinta-feira, totalizando mais de 18,8 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose no país -- o equivalente a 8,9% da população.

Os dados oficiais do ministério, que sofrem com um atraso no registro dos municípios, apontam que 16,1 milhões de pessoas receberam a primeira dose, o que equivale a 7,6 da população.

O ministro disse que a reunião com a OMS tratou sobre a possibilidade de antecipação do envio de doses de vacinas ao Brasil por meio do consórcio Covax, que é coliderado pela OMS.

Apesar de ter 30 milhões de doses asseguradas este mês, o número é inferior ao que havia sido prometido pelo governo, uma vez que a Anvisa recusou pedido do ministério para importar 8 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, após o fabricante Bharat Biotech não ter obtido certificado de boas práticas de fabricação da agência reguladora. O ministério havia incluído a vacina nos cálculos, mesmo sem nenhuma garantia de aprovação regulatória.

Queiroga também reiterou a importação das medidas que evitam a circulação do vírus, ao contrário do defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, que voltou a criticar neste sábado o fechamento de atividades econômicas por governadores.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)