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Medo de efeitos da Covid volta e Bovespa cai com realização de lucros

30/04/2021 12h07

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa brasileira mostrava baixa nesta sexta-feira, com prevalência de movimentos de realização de lucros, a exemplo do que ocorria em Wall Street, em meio a renovados receios dos efeitos econômicos da pandemia.

Às 12:02, o Ibovespa exibia queda de 0,56%, aos 119.397,14 pontos. O giro financeiro da sessão era de 10,44 bilhões de reais.

Queda das cotações de commodities, como petróleo, na esteira de maiores preocupações de investidores com desdobramentos econômicos globais possíveis da escalada da Covid-19 na Índia, pesavam sobre empresas do setor, pontuou a Sul América Investimentos em nota a clientes.

Com alta de 9% do Ibovespa desde o início de março (2,94% em abril) até a véspera, e temores de uma possível terceira onda da pandemia no Brasil, alguns investidores têm preferido embolsar ganhos recentes, movimento que atinge ações de maior liquidez.

Essa tendência era amortecida parcialmente por ganhos de ações de empresas que divulgaram balanços robustos, casos de Fleury e Unidas, além de Lojas Renner, que concluiu oferta de ações, e de Embraer, que teve elevado o preço-alvo de seus ADRs.

O dia é marcado ainda pela estreia das units do Banco Modal e pelo leilão de concessão da companhia fluminense de saneamento básico Cedae.

DESTAQUES

- LOJAS RENNER subia 1,1%, a 40,40 reais, após a companhia ter concluído uma oferta primária restrita de 102 milhões de ações, precificada a 39,00 reais cada, num total de 3,978 bilhões de reais.

- FLEURY avançava 0,6%. A companhia de diagnósticos médicos informou na noite da véspera que teve lucro líquido de 118,6 milhões de reais no primeiro trimestre, mais que o dobro do obtido um ano antes, com mais exames eletivos, além de demanda por testes de Covid-19. Em nota a clientes, o Credit Suisse elogiou a evolução das receitas, mas pontuou que a pandemia ainda limita maior visibilidade sobre o valor das novas linhas de negócios da empresa.

- UNIDAS tinha ganho de 1%, também na esteira de balanço de janeiro a março, quando a locadora de veículos e gestão de frotas teve lucro líquido recorde de 231,4 milhões de reais, quase três vezes maior que um ano antes.

- EMBRAER era desvalorizada em 0,6%. A fabricante de aeronaves teve o preço-alvo de seus a ADRs elevado pelo Credit Suisse e pelo UBS após ter divulgado que fechou um pedido firme de venda de 30 jatos E195-E2 para cliente não divulgado com entregas a partir de 2022.

- BANCO MODAL recuava 4,65% em sua estreia no pregão, após ter concluído na quarta-feira sua oferta inicial de ações (IPO) de 1,17 bilhão de reais.

- CSN caía 2,5%, puxando a fila das perdas no setor de aço e mineração. VALE perdia 1,1%. No setor de petróleo, PETROBRAS, tinha estabilidade.

- BRADESCO subia 0,8%, reagindo parcialmente às fortes perdas da véspera, com ações do setor financeiro mostrando rotas distintas. ITAÚ UNIBANCO era valorizada em 0,6%, enquanto SANTANDER BRASIL tinha baixa de 0,7%. BANCO DO BRASIL retrocedia 0,1%.