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Vendas de novas moradias nos EUA caem a mínima em 14 meses em junho

26/07/2021 11h38

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - As vendas de novas moradias unifamiliares nos Estados Unidos caíram para o menor patamar em 14 meses em junho, e as vendas no mês anterior foram mais fracas do que o inicialmente estimado, sugerindo que materiais de construção caros e o aumento resultante nos preços das propriedades estavam restringindo o mercado imobiliário.

As vendas de casas novas caíram 6,6% no mês passado, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 676 mil unidades, nível mais baixo desde abril de 2020, informou o Departamento de Comércio na segunda-feira.

O ritmo de vendas de maio foi revisado para baixo, para 724 mil unidades, de 769 mil relatadas anteriormente. As vendas já caíram por três meses consecutivos.

Economistas ouvidos pela Reuters previam que as vendas de casas novas, que representam uma pequena parcela das vendas de casas nos EUA, aumentariam 3% em junho, para uma taxa de 800 mil unidades.

"Até que os custos ao construtor e problemas de cadeia de abastecimento se tornem um obstáculo menor, é difícil ver as novas vendas aumentarem significativamente no curto prazo", disse David Berson, economista-chefe da Nationwide em Columbus, Ohio.

O relatório veio após dados mostrarem na semana passada que as concessões de alvarás para construção caíram para uma mínima em nove meses em junho, enquanto as vendas de casas usadas se recuperaram moderadamente. A pandemia de Covid-19, que forçou milhões de norte-americanos a trabalhar em casa e a ter aulas online, levou a um boom na demanda por moradias.

Mas a oferta não acompanhou essa maior demanda, com construtores limitados por madeira cara e escassez de outros materiais de construção, eletrodomésticos, terra e mão de obra.

Os projetos de novas residências unifamiliares sem construção iniciada mas já aprovada aumentaram em junho para o nível mais alto desde outubro de 2006.

O mercado imobiliário teve um dos melhores desempenhos da economia durante a pandemia, apresentando crescimento de dois dígitos por três trimestres consecutivos. Essa sequência provavelmente chegou ao fim no segundo trimestre, com expectativa de que os investimentos residenciais tenham tido impacto neutro sobre o PIB no período.

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