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TIM diz ter confiança de que compra de ativos da Oi será aprovada

Por Alberto Alerigi Jr.

27/07/2021 13h35Atualizada em 27/07/2021 14h04

SÃO PAULO (Reuters) - Executivos da TIM procuraram hoje transmitir confiança de que a aquisição de ativos da rival Oi será aprovada por autoridades sem grandes mudanças em relação à proposta apresentada junto com Telefônica Brasil (Vivo) e Claro.

Na sexta-feira (23), a superintendência-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) declarou como "complexa" a venda das operações de telefonia móvel da Oi para o trio, que venceu em dezembro passado o leilão para compra dos ativos por R$ 16,5 bilhões.

"Temos muita confiança que vai ser aprovada [a compra dos ativos móveis da Oi] até o final do ano", disse o presidente-executivo da TIM, Pietro Labriola, em teleconferência sobre os resultados da operadora do segundo trimestre.

"Todo mundo ficou apavorado porque a operação foi definida como complexa, mas nunca falamos que era simples... A definição de complexa é definição de procedimento... não é nada diferente do que estávamos aguardando", acrescentou o executivo.

Ele afirmou ainda que não espera que eventuais remédios a serem decididos pelo Cade possam ter alteração que impacte o negócio.

Por ser a terceira maior operadora de telefonia celular do país, a TIM receberá a maior parte dos ativos da Oi. Segundo o vice-presidente de relações regulatórias e institucionais da TIM, Mario Girasole, a estrutura da transação foi desenhada para que a atribuição das bases de ativos da Oi aos compradores seja definida de acordo com a menor das adquirentes em cada região.

"Hoje, em cada região do país, há dois grupos fortes e um muito menor e a Oi, que está saindo do mercado...As escolhas [dos consumidores] passarão efetivamente de duas para três [operadoras]", afirmou Girasole.

Além da incorporação dos ativos da Oi, a TIM também está de olho no leilão de frequências 5G, que pode ocorrer entre setembro e outubro. Com isso, a empresa se prepara para uma emissão adicional de cerca de R$ 1 bilhão em dívida que pode ocorrer até o início de 2022, disse o vice-presidente financeiro, Adrian Calaza.

"Nosso fluxo de caixa está melhor do que prevíamos... Provavelmente vamos ter alguma operação adicional [de dívida] na casa de R$ 1 bilhão, mas não temos urgência", disse o executivo, que seguirá na TIM até o fim de agosto, depois de comunicar renúncia por motivos pessoais no início de julho.

Em outras frentes, a TIM, que já tem uma parceria com o banco C6, está perto de selecionar um parceiro para lançar uma carteira digital ainda neste trimestre. A escolha será entre dois finalistas e o vencedor deve ser anunciado em setembro.

Segundo Labriola, a estratégia para a carteira digital terá "investimento e custo marginal" já que a empresa não quer abandonar a disciplina financeira e se desviar de seus negócios principais de serviços de telecomunicações.

A TIM também está migrando e expandindo sua rede de banda larga para tecnologia de FTTH e Labriola afirmou que espera para setembro ou outubro a conclusão da venda de 51% de sua empresa de infraestrutura de fibra ótica para a IHS.

Segundo executivos da TIM, a operadora deve lançar até o final de outubro serviços de fibra ótica em velocidades de 1 e 2 megabits por segundo, mas não deu detalhes.

A TIM reportou lucro líquido de 672 milhões de reais no segundo trimestre, um salto de 151,3% ante mesmo período de 2020.

Às 13h17, a ação da companhia subia 0,1% na B3, enquanto o Ibovespa tinha queda de 1,61%.

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