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Pacheco defende diálogo entre Poderes e afirma que arbitrariedades são desserviço

16/08/2021 18h39

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), defendeu nesta segunda-feira o diálogo entre os Poderes, a busca de consenso em um momento de crise e o respeito a divergências, e pontuou que atuações arbitrárias são um desserviço ao país, dias após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que pedirá à Casa o impeachment de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em manifestação no Twitter, o presidente do Legislativo afirmou ainda que o Congresso não permitirá retrocessos no estágio democrático já alcançado pelo país.

"O diálogo entre os Poderes é fundamental e não podemos abrir mão dele, jamais. Fechar portas, derrubar pontes, exercer arbitrariamente suas próprias razões são um desserviço ao país", publicou o senador.

"Portanto, é recomendável, nesse momento de crise, mais do que nunca, a busca de consensos e o respeito às diferenças. Patriotas são aqueles que unem o Brasil, e não os que querem dividí-lo", continuou.

"E os avanços democráticos conquistados têm a vigorosa vigilância do Congresso, que não permitirá retrocessos", concluiu.

No sábado, em mais um capítulo da guerra aberta com integrantes do STF, Bolsonaro anunciou que apresentará ao Senado pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

O presidente tem protagonizado fogo aberto com esses dois ministros. Direcionou ataques pessoais a Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como parte de sua cruzada em defesa do voto impresso e contra as urnas eletrônicas.

No caso de Alexandre do Moraes, ministro que o levou à condição de investigado por divulgar dados sigilosos de apuração sobre ataque cibernético ao TSE em 2018, a crise mais recente diz respeito à prisão de um aliado, o ex-deputado Roberto Jefferson, por determinação do integrante do Supremo na última sexta-feira.

Ainda não está definido como será apresentado o pedido de impeachment dos ministros do STF anunciado por Bolsonaro no sábado, se pelo próprio presidente ou se por algum senador aliado.

Bolsonaro, por sua vez, é alvo de mais de cem pedidos de impeachment protocolados na Câmara dos Deputados, ainda pendentes de análise pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

Mais cedo, também em postagem na rede social, o presidente da Câmara afirmou que "o Brasil sempre terá no presidente da Câmara dos Deputados um ferrenho defensor constitucional da harmonia e independência entre os Poderes".

"Vigilante e soberana, a Câmara avança nas reformas, como a tributária que votaremos nessa semana, na certeza de que o país precisa de mais trabalho e menos confusão."

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