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Queiroga diz que vacina contra Covid-19 para eventual reforço em 2022 será comprada este ano

03/09/2021 13h10

Por Patrícia Vilas Boas

(Reuters) - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, minimizou nesta sexta-feira a redução dos recursos para compras de vacinas previstos no Orçamento da União de 2022 afirmando que os imunizantes para um eventual ciclo de reforço serão comprados já neste ano.

"As vacinas para o ano que vem, se nós tivermos que aplicar esse novo ciclo, como você bem definiu, serão adquiridas agora", disse Queiroga em entrevista à CNN Brasil.

"Até porque, não há sentido em fazer uma campanha tão longa, de um ano de duração... foi longa porque não se dispunha no mundo de vacinas suficientes, então ano que vem, se for o caso de um reforço novamente para toda a população, isso será feito em um curto espaço de tempo", acrescentou.

"E aí a gente já vai se programar no ano de 2021, como nós estamos fazendo, inclusive atraindo o interesse da indústria farmacêutica internacional."

O projeto de lei para o Orçamento de 2022, apresentado na última terça-feira, prevê cerca de 4 bilhões de reais para a vacinação. O dado se compara a um valor de cerca de 27 bilhões de reais disponibilizados este ano.

TERCEIRA DOSE

Questionado sobre o possível uso da vacina chinesa CoronaVac, envasada no Brasil pelo Instituto Butantan, como terceira dose, como anunciou que fará o Estado de São Paulo, Queiroga disse que se o presidente do instituto, Dimas Covas, tem evidências científicas da sua eficácia "precisa apresentar" à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O ministro reforçou que é preciso que a vacina tenha registro definitivo para ser usada como terceira dose.

"Após a avaliação da Anvisa, inclusive para obter o registro definitivo da CoronaVac... ai sim nós podemos trabalhar em cima de evidências científicas sólidas. Eu me guio pelo grupo técnico... que assessora o PNI", disse Queiroga.

A nota técnica do Ministério da Saúde que tratou de uma terceira dose de vacina contra Covid-19 cita estudos preliminares que apontam que uma terceira dose da CoronaVac aumenta a resposta imune em todos as faixas etárias, incluindo a acima de 60 anos. Ao mesmo tempo, entretanto, o documento não incluiu a vacina --que é frequentemente atacada sem evidências pelo presidente Jair Bolsonaro-- entre as possibilidades de terceira dose.

Queiroga destacou que quem definiu a vacina da Pfizer para uso preferencial como terceira dose não foi ele e sim esse grupo técnico. A nota técnica afirma que, na indisponibilidade da vacina da Pfizer, a vacina da AstraZeneca ou da Janssen poderão ser usadas como terceira dose.

"Em adolescentes, ou em terceira dose, não só CoronaVac, mas qualquer uma das vacinas... que não tenha registro da Anvisa, não será utilizada", acrescentou.

A CoronaVac tem desde janeiro registro para uso emergencial junto à Anvisa, mas ainda não um registro definitivo junto à agência reguladora.

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