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Inflação é problema temporário e restrito a 2021, diz secretário do Tesouro

"Mundo inteiro fez política fiscal expansionista em 2020; acaba se refletindo na inflação", disse Bruno Funchal - Edu Andrade/Ministério da Economia
"Mundo inteiro fez política fiscal expansionista em 2020; acaba se refletindo na inflação", disse Bruno Funchal Imagem: Edu Andrade/Ministério da Economia

24/09/2021 18h35Atualizada em 24/09/2021 18h59

A inflação é um problema temporário restrito a este ano, avaliou nesta sexta-feira (24) o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, complementando que o Banco Central está tomando as devidas medidas para conter o aumento de preços na economia.

Ao participar de live promovida pela Genial Investimentos, Funchal também destacou que as previsões são de que haverá convergência do IPCA para nível próximo da meta em 2022.

"Mundo inteiro fez política fiscal expansionista bastante forte em 2020, isso acaba se refletindo na inflação de todos. No Brasil, em particular, teve choque adicional da questão hídrica", afirmou ele, ressaltando que o aumento da energia acabou "amplificando" a inflação.

O BC elevou os juros básicos em 1 ponto nesta semana, a 6,25% ao ano, e indicou que deverá repetir a dose em outubro, dando sequência ao seu agressivo ciclo de elevação na Selic em meio a uma inflação que tem se mostrado mais persistente e disseminada.

Mais cedo nesta sexta-feira, o IBGE divulgou que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, bateu em 10,05% nos 12 meses até setembro. A meta oficial para este ano é muito mais baixa, de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA.

Sobre o aumento da Selic que está sendo conduzido pelo BC, Funchal afirmou que a taxa básica ainda está muito abaixo do seu nível histórico.

"Ano passado também foi um ano muito atípico, uma Selic de 2% é muito atípica, a gente reduziu muito o nosso custo da dívida", disse.

Mesmo com juros mais altos, ainda assim (isso) está muito abaixo do histórico. Então assim: preferíamos que estivesse menor? Preferíamos. Mas não é nada que preocupe.
Bruno Funchal, secretário do Tesouro

Funchal pontuou que, na ponta longa, a taxa de juros está elevada pela existência de prêmios de risco ligados a temores fiscais.

"Se a gente fizer nosso dever de casa, equacionar problema dos precatórios, reduzir as incertezas, essa curva vai tender a baixar, os juros vão baixar e vai ficar mais barato (o Tesouro se financiar)", frisou.

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