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Ibovespa tenta rescaldo, mas tensão com EUA e China limita recuperação

29/09/2021 12h08

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - De carona na alta dos mercados globais, as ações brasileiras tinham recuperação nesta quarta-feira, após o principal índice doméstico ter fechado na véspera no segundo patamar mais baixo em 2021, mas o risco de travamento orçamentário nos Estados Unidos e de desaceleração na China limitavam a reação.

Por volta das 12h, o Ibovespa mostrava alta de 1,4%, aos 111.699,61 pontos. O giro financeiro da sessão era de 9,5 bilhões de reais.

À medida que autoridades monetárias no mundo todo mudam de medidas de estímulo para aperto para conter a inflação, os investidores se apegavam a dados pontuais nesta sessão para voltar a fazer compras pontuais de ativos de maior risco, o que elevava índices de bolsas na Europa e nos Estados Unidos.

Entre os dados do dia que davam algum fôlego para as compras de ações estavam a alta do sentimento econômico da zona do euro em setembro, após uma queda em agosto. Por aqui, o Ministério do Trabalho anunciou que o Brasil criou 372.265 vagas formais em agosto, maior resultado para o mês da série iniciada em 2010 e acima da previsão do mercado, de 272.500 novos postos.

No entanto, temores em relação à escalada recente nos preços globais de petróleo e gás, além dos riscos de um fracasso por uma acordo parlamentar nos EUA para evitar uma paralisação do governo pesavam no mercado.

DESTAQUES

- JBS era destaque positivo, à frente inclusive das rivais MARFRIG e BRF, que tinham outra sessão positiva, com altas de 4,5% e de 1,9%, respectivamente.

- MÉLIUZ era a líder de ganhos do índice, com alta de 6,1%, na cola da recuperação de ações de empresas no esquina entre tecnologia e varejo na Nasdaq. VIA tinha ganho de 3,2%, enquanto AMERICANAS crescia 4,3%.

- PETROBRAS resistia à queda da cotação do barril de petróleo e subia 1,5% após anunciar acordo para vender à chinesa CNOOC uma fatia extra de 5% no contrato de partilha do excedente da cessão onerosa no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, por 2,08 bilhões de dólares.

- HAPVIDA subia 0,7%. A empresa caiu forte na véspera após a Superintendência do Cade declarar complexo o acordo para fusão com a NOTRE DAME INTERMÉDICA, que caía 1,5%. Nesta quarta, o Credit Suisse afirmou em nota a clientes que o alerta do Cade não representa risco para a fusão.

- USIMINAS ganhava 5,1%, reagindo parcialmente após perdas pesadas nas últimas duas sessões, depois de ter anunciado na segunda-feira a paralisação do alto forno 2 de sua usina em Ipatinga por até 5 meses devido a um incidente que não teve detalhes informados pela companhia ao mercado.

- SANTANDER BRASIL tinha elevação de 1,8%, puxando o carro do setor bancário, uma vez que investidores preferiam se posicionar em ações de maior liquidez e de empresas mais resilientes durante a crise. ITAÚ UNIBANCO crescia 1,6% e BRADESCO tinha acréscimo de 2,3%.

- M.DIAS BRANCO, fora do índice, tinha incremento de 5%, após ter anunciado na noite da véspera a compra da empresa de comida saudável Latinex por até 272 milhões de reais.

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