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Gastos do consumidor dos EUA superam expectativas em agosto; inflação sobe

01/10/2021 09h58

WASHINGTON (Reuters) - Os gastos dos consumidores nos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em agosto, mas uma revisão para baixo dos dados de julho manteve as expectativas de que o crescimento econômico desacelerou no terceiro trimestre, já que o ressurgimento das infecções por Covid-19 restringiu a demanda por serviços.

O Departamento do Comércio informou nesta sexta-feira que os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, subiram 0,8% em agosto, deixando de lado a queda nas vendas de veículos causada pela escassez mundial de semicondutores, que está prejudicando a produção de automóveis.

Os dados de julho foram revisados para baixo para mostrar queda de 0,1% nos gastos, em vez de alta de 0,3%, conforme divulgado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters previam aumento de 0,6% nos gastos do consumidor em agosto.

Embora os gastos estejam saindo de bens e voltando para serviços, o aumento dos casos de coronavírus no verão do Hemisfério Norte, impulsionado pela variante Delta, diminuiu a demanda por viagens aéreas e acomodação em hotéis, assim como as vendas em bares e restaurantes.

Os serviços respondem pela maior parte dos gastos do consumidor. A expectativa é de que o crescimento dos gastos do consumidor desacelere acentuadamente no terceiro trimestre e recupere a força no restante do ano.

As infecções estão caindo, o que já está levando a um aumento na demanda por viagens e outros serviços.

Os gastos do consumidor subiram 12,0% em taxa anualizada no segundo trimestre, um avanço robusto, respondendo por grande parte do ritmo de crescimento de 6,7% da economia norte-americana, o que elevou o nível do Produto Interno Bruto acima do seu pico no quarto trimestre de 2019. Para o terceiro trimestre, as estimativas de crescimento estão abaixo de 5,0%.

A inflação manteve a trajetória de alta em agosto. O índice PCE, excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, subiu 0,3% após aumentar pela mesma margem em julho.

Nos 12 meses até agosto, o chamado núcleo do PCE aumentou 3,6%, igualando o ganho de julho.

O núcleo do PCE é a medida de inflação preferida do Federal Reserve para sua meta flexível de 2%. O Fed, na semana passada, elevou sua projeção do índice para 3,7% neste ano, ante 3,0% em junho.

O banco central dos EUA informou que deve começar a reduzir suas compras mensais de títulos já em novembro e sinalizou que podem ocorrer aumentos nos juros mais rápido do que o esperado.

O chair do Fed, Jerome Powell, disse aos parlamentares na quinta-feira que prevê certo alívio da alta da inflação nos próximos meses.

(Por Lucia Mutikani)

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