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Com vento contrário de Wall St e China, Ibovespa cai 0,58%

11/10/2021 17h34

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A influência negativa das bolsas de Nova York e os renovados temores de crise no mercado imobiliário chinês prevaleceram no Ibovespa, que fechou no vermelho nesta segunda-feira, ofuscando os ganhos das ações de empresas de commodities.

Mesmo com a forte escolta das blue chips Vale e Petrobras, o Ibovespa não conseguiu sustentar a força das primeiras horas da sessão e teve queda de 0,58%, aos 112.180,48 pontos.

O giro financeiro do dia, espremido entre o final de semana e um feriado nacional, somou apenas 27,7 bilhões de reais, também refletindo o movimento mais moderado em Wall Street devido ao Columbus Day, feriado bancário nos Estados Unidos.

A China, que pela manhã enviou ventos positivos, com a escalada do minério de ferro impulsionando ações domésticas ligadas ao setor, voltou a assustar após a Evergrande se aproximar de um novo calote e as rivais Modern Land e Sinic também atrasarem pagamentos a investidores.

Enquanto isso, as bolsas dos EUA perderam fôlego com agentes preferindo se proteger de possíveis surpresas negativas da temporada de balanços do terceiro trimestre, que começa nesta semana com JPMorgan, Bank of America, Morgan Stanley e Citigroup e Goldman Sachs.

Essa influência setorial contaminou ações domésticas de bancos, empresas de pagamentos e da operadora de infraestrutura de mercado B3, movimento percebido pelo índice financeiro IFNC, que teve baixa de 2,6%.

No plano doméstico, a pesquisa semanal do Banco Central com economistas trouxe outra rodada de piora das projeções para inflação e juros, o que Rafael Ribeiro, analista da Clear, classificou como "mais um Boletim Focus desanimador".

DESTAQUES

- BANCO INTER teve o pior desempenho do índice, caindo 10,2%, retomando a derrocada, após uma pausa na sexta-feira. BANCO PAN, outro banco digital que tem sofrido forte correção, caiu mais 8,07%. Seu dono, BTG PACTUAL, perdeu 5,75%.

- CIELO desabou 4,9%, acompanhando o pessimismo das rivais listadas no exterior, após o Banco Central divulgar na noite de sexta nova regra limitando as tarifas cobradas em transações com cartões pré-pagos. STONECO perdeu 6,85% e PAGSEGURO caiu 11,5%.

- MAGAZINE LUIZA cedeu 3,94%, NATURA teve baixa de 2,92%, LOJAS RENNER foi desvalorizada em 2,3%, com ações ligadas a consumo sofrendo após piora nas expectativas do mercado para inflação em juros em 2022.

- B3 foi depreciada em 2,88%, após o Credit Suisse cortar o preço-alvo da ação para os próximos 12 meses, citando expectativa de lucro menor e de maior risco de perdas em processo relativo a um processo envolvendo 31 bilhões de reais.

- CVC teve baixa de 3,74%. A companhia de turismo informou pela manhã que restaurou parcialmente seus sistemas de TI após ter sofrido ataque cibernético no dia 2.

- VALE avançou 2,2%, na esteira do salto das cotações do minério de ferro na China, depois que uma inundação na principal produtora de carvão do país intensificou temores de oferta para a indústria siderúrgica.

- VIBRA, ex-BR Distribuidora, subiu 0,36%, após ter anunciado sexta-feira à noite que fechou negócio de 3,25 bilhões de reais para comprar 50% da comercializadora de energia Comerc.

- EMBRAER teve ganho de 4,89%. A companhia informou pela manhã que recebeu da NetJets, companhia aérea da Berkshire Hathaway de Warren Buffett, uma encomenda para até 100 aeronaves, somando mais de 1,2 bilhão de dólares.

- PETRORIO subiu 2,85%. Na sexta-feira, a Reuters publicou que a Petrobras escolheu oferta do consórcio de PetroRio e Cobra pelo campo petrolífero offshore de Albacora. PETROBRAS ganhou 0,69%, também refletindo alta do petróleo.

- CEMIG teve elevação de 3,18%, com ações de energia elétrica num dia positivo, na esteira de dados mostrando melhora da pluviometria no país, o que reduz o risco de racionamento. ELETROBRAS ganhou 1,56%, LIGHT evoluiu 1,89%.

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