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Mercado de títulos espera arrefecimento da alta da inflação nos EUA, ainda que não imediatamente

11/11/2021 12h06

Por Karen Brettell

(Reuters) - Mercados de títulos esperam que o aumento da inflação -- sublinhado pelos dados de preços no varejo nos Estados Unidos de quarta-feira -- diminua, mesmo se as pressões inflacionárias piorarem no curto prazo, embora as opiniões dos investidores devam divergir em meio a perspectivas divididas sobre quando o Federal Reserve agirá para impedir a alta dos preços.

Dados divulgados na quarta-feira mostraram que o índice de preços ao consumidor norte-americano subiu mais do que o esperado em outubro, com alta do custo do combustível e alimentos levando ao maior ganho anual desde 1990, sinais adicionais de que a inflação pode permanecer alta até o próximo ano em meio à redução da oferta global.

"Os sinais que estamos recebendo do mercado de inflação implícita são de que tudo está bem, pelo menos nas tendências inflacionárias de longo prazo", disse Subadra Rajappa, chefe de estratégia de juros dos EUA no Société Générale, em Nova York.

A curva da inflação implícita nos Treasuries, que mede qual nível de inflação teria equilíbrio com o rendimento de determinada nota, mostra que os investidores esperam que a inflação fique em 4,80% no próximo ano, antes de arrefecer para 3,65% em dois anos, 3,16% em cinco anos e 2,68% em dez anos.

Autoridades do Fed, incluindo o chair Jerome Powell, afirmaram que o aumento da inflação é "transitório", e Powell disse na semana passada esperar que ela se modere no próximo ano.

No entanto, alguns agentes financeiros não estão tão confiantes.

Os yields de dois anos subiram e a curva de rendimentos se achatou à medida que os investidores se ajustam à perspectiva de uma política monetária mais apertada, enquanto os futuros das fed funds mostram que os participantes do mercado esperam uma elevação dos juros pelo banco central dos EUA já em julho de 2022.

Ainda assim, analistas da TD Securities disseram nesta semana que esperam que a inflação "desacelere significativamente" em 2022, à medida que o estímulo fiscal enfraquece e as restrições de oferta diminuem, embora as pressões sobre os preços possam continuar subindo no curto prazo.

(Por Karen Brettell)

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